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sábado, 19 de abril de 2025

Retro (121)

 



As festividades religiosas têm o condão e virtude de se repetirem anual e ininterruptamente.
Este jornal vimaranense anuncia as cerimónias da Semana Santa na Colegiada, há 65 anos atrás.
Por isso o escolhi, inserido na temática Retro, para desejar uma boa Páscoa a quem por aqui passar. 

domingo, 26 de janeiro de 2025

Retro (120)



 
O reclame, em imagem, tem quase 60 anos mas, nessa altura, as preocupações hospitalares eram outras e o SNS ainda não tinha sido criado. Só não percebi aquele pequeno sinal redondo no meio da testa do médico. Será que o clínico era um iluminado? Ou um hindustânico?

quinta-feira, 25 de julho de 2024

Retro (119)

 

Por boas ou más obras, é certo que os ditadores asseguram o seu futuro na História.
Não se esgotou, pelos vistos, nas terras de estranja, o interesse pela figura de Salazar (1889-1970). O jornal Le Monde dá conta, no seu suplemento literário (5/7/2024), através de uma breve recensão crítica de Nicolas Weill, da saída de um grosso volume (528 páginas), Salazar, le Dictateur Énigmatique, de Yves Léonard (1961), historiador e especialista em assuntos portugueses.

terça-feira, 11 de junho de 2024

Uma fotografia, de vez em quando... (184)

 


Desconhecido o autor da fotografia e o local exacto, só posso adiantar que terá sido no Douro, aqui há uns bons anos atrás. E no tempo das vindimas, naturalmente.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2024

Retro (118)



Em boa sequência do poste em que se falava da soprano australiana, este dueto de Caruso com Nellie Melba, extraído de uma ópera célebre de Giacomo Puccini (1858-1924).


terça-feira, 12 de dezembro de 2023

Retro (117)



Produzidos em Gande (Gand/Gent - Bélgica), estes dois postais faziam parte de uma colecção que recuperava, com maior qualidade iconográica, outros bastante mais antigos, mas muito originais nos seus motivos. 

domingo, 1 de outubro de 2023

Retro (116)



Eram assim (simples) os anúncios com publicidade, das bebidas alcoólicas ao chocolate, no ano de 1909.  

terça-feira, 11 de julho de 2023

Retro (115)

 


Outros tempos... Altíssimos.

Nada se recolhe do passado, senão memórias esbatidas, talvez algumas curtas palavras mas, o mais das vezes, só o silêncio ocupa entretanto os espaços já vazios e libertos para sempre.

quinta-feira, 16 de março de 2023

Retro (114)



Estes acrisolados sentimentos provenientes da segunda década do século XX, aqui ficam por testemunho. 

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

Retro (113)



 Um atrevido poilu de 14-18 e a sua prometida...

sábado, 2 de abril de 2022

Livrinhos 31



Edições dos anos 40 do século passado, os livrinhos em imagem caberiam bem na rubrica Retro do Arpose. Os 3 primeiros foram impressos pela Editora Educação Nacional (Porto) e pertencem à colecção Dois Miúdos, enquanto os 2 outros, da Colecção Joaninha, foram editados pela Livraria Clássica Editora (Lisboa).
Destinam-se a marcar a data de hoje, em que se celebra o Dia do Livro Infanto-Juvenil.

sexta-feira, 18 de março de 2022

Retro (112)



O anúncio era de 1909 e vinha na guarda posterior do número 230 do voluminho sobre a História da Literatura Portuguesa, obra que tinha a indicação preciosa de: "Acomodada ao programa dos Liceus". Este livrinho, da útil Bibliotheca do Povo e das Escolas, não indicava o nome do autor do texto publicado.
Quanto à publicidade ao livro de Júlio Dinis, creio que dispensa quaisquer comentários.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Retro (111)

 

O título poderia também ser: Esquerda unida jamais será vencida...
Trata-se de um desfile de intelectuais de esquerda na Av. da Liberdade, provavelmente em finais dos anos 70, integrando uma manifestação. Não consegui, no entanto, identificar a Senhora, nesta frente unida. Assim se apresentam, da esquerda para a direita: José Saramago, Piteira Santos, ??, Fernando Lopes Graça, Manuel da Fonseca, José Cardoso Pires e Urbano Tavares Rodrigues. (Pelos guarda-chuvas [3] se poderá concluir da ameaça de chuva...)
Bem contentes e confiantes, que eles iam!

Adenda: corrija-se e acrescente-se: a fotografia, de Rui Pacheco, foi tirada durante a Marcha pela Paz, no ano de 1983.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

Retro (110)



A revista de cultura Ocidente contava com conhecidos colaboradores, quase todos afectos ao regime estadonovista, e tinha como director Manuel Múrias. No seu número 3, de Julho de 1938, incluía um curioso anúncio de publicidade (em imagem acima) aos artigos de beleza da marca Raínha da Hungria, que pertenciam à Academia Científica de Beleza lisboeta, da Madame Campos.
Ainda conheci alguns destes produtos, modestos e nacionais, das embalagens que havia lá por casa...

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Retro (109)



O Guia de Portugal-Lisboa Illustrada  (Typographia da Casa de Inglaterra, 1880) refere nos Arredores de Lisboa: ...verdadeiro sacrificio, pelos transtornos que a muitos occasiona, e pela privação que a todos vexa e afflige, embora seja limitada a um curto periodo, que a natural impaciencia, depois d'uma longa viagem, faz parecer sempre grande.
Tratava-se da quarentena para os que vinham de fora, em tempo de epidemia. E que eram acantonados no Lazareto, situado na Outra Banda.



Mais concretamente na Trafaria, na chamada Torre Velha, também conhecida por Torre de S. Sebastião de Caparica, e que servira de prisão, no século XVII, a D. Francisco Manuel de Melo (1608-1666). E onde dizem ter escrito a sua Carta de Guia de Casados (1651).
Com a irrupção da febre amarela, por volta de 1857, a torre veio a sofrer obras vultuosas e de adaptação, para ser usada como Lazareto de Lisboa.

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Do que fui lendo por aí... 40

 


Em meados do século XX proliferavam, pelo menos a Norte, pelas estradas de Portugal, cartazes ou painéis de azulejos de propaganda ao Nitrato do Chile. Creio que ainda se podem ver incrustados nalgumas casas de pedra, alguns sobreviventes destes impressivos anúncios.



Ao iniciar a leitura do tomo XIX do Viajante Universal (Typografia Rollandiana, 1802), obra de que tenho vindo a falar, lembrei-me logo, por associação, dessas imagens que me ficaram da meninice...

sábado, 11 de julho de 2020

Uma valsa rústica



Numa boa sequência temática, depois da Valsa Triste, de Jean Sibelius, esta Valsa Antiga (e Rústica) recolhida por Michel Giacometti (1929-1990), algures no Douro Litoral...

domingo, 14 de junho de 2020

Mata-Borrões (6)


Este nosso ano da graça de 2020 tem sido cumprido sob o signo dos cuidados de saúde, para gáudio e alegria, provavelmente, dos hipocondríacos, como é o caso do nosso presente PR, que não esconde essa sua conhecida faceta e fraqueza psicológica. De algum modo, e por isso, o tema virá a propósito.
Porque entretanto fui encontrar, num dos meus calhamaços, entre as páginas, estes dois simpáticos mata-borrões (em imagem) virgens e que, portanto, nem sequer cheguei a usar. O dedicado ao Peligal e à escabiose (erupção parecida com a sarna) teve uma tiragem de 5.000 exemplares e terá sido distribuído pelos delegados de propaganda médica, nos consultórios clínicos, a partir de 18/1/1949, data que consta como de impressão, ao fundo, do lado esquerdo, em letras minúsculas, nesse mata-borrão.

terça-feira, 21 de abril de 2020

Retro (108)


O que dantes tinha, publicitariamente, um lado sério e credível, ou era quase um axioma científico, desperta em nós, hoje, no mínimo, um olhar risonho pelos ingénuos métodos utilizados.
Mas como, no momento presente, os curandeiros e charlatães proliferam na net, a darem-nos conselhos sobre a pandemia, este anúncio tem pleno cabimento.
Até por que pululam por aí montes de almas simples que precisam, desesperadamente, de certezas, de psicólogos, de livros de auto-ajuda ou de blogues edénicos (das Fernandes, das Milhazes...) para  sobreviverem ao cataclismo que inundou as suas existências desprotegidas...
E  porque a banana madeirense, embora maneirinha, é das mais saborosas que eu conheço.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Mata-Borrões (5)


Úteis, pelo menos até mais de metade do século passado, os mata-borrões são hoje uma relíquia do antigamente que, provavelmente, já quase nem são usados. Tal como as canetas de tinta permanente que eu utilizo, por exemplo, apenas em rituais de circunstância ou para dar nobreza a manuscritos de maior responsabilidade e valor.

Os mata-borrões eram, nos anos 50, marca e oferta deixada, sobretudo em consultórios de médicos, por delegados de propaganda de laboratórios de referência. Até porque os clínicos costumavam passar as receitas, aos seus, pacientes, com canetas e era conveniente secar a tinta.
Hoje, nalguns casos, oferecem-se viagens, aos médicos, para congressos em paraísos turísticos...
Seria decerto caricato e quase um insulto presenteá-los com dois ou três mata-borrões.