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domingo, 12 de setembro de 2021

Sonhos



Ao invés da aguarela algo harmoniosa e naïf, de inspiração marítima, os sonhos da noite, colhendo caoticamente as impressões do dia passado e o futuro almoço de filetes de pescada, domingueiro, albergavam pássaros e peixes enormes, Jorge Sampaio discursando em Timor-Leste e o mercado de Dili, onde uma nativa, da sua banca, me queria vender, melíflua, o que me pareceu ser uma gigantesca jamanta. Ainda lhe perguntei se não teria raias. Silenciosa me apontou ameaçadora o que me pareceu ser uma lula de dimensões muito avantajadas. Que recusei, categórico, pelas poucas bocas que teria à mesa, hoje.
Até que, para meu sossego, resolvi acordar e regressar à Metrópole...

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Ementa


O Mercado estava às moscas. Se estivesse a Norte, chamar-lhe-ia: Praça. Ao contrário do que pensávamos, tinha aberto no 25 de Abril - mais um sacrilégio à conta deste liberalismo que vamos vivendo, indiferentemente. E a dona Leonor tinha a banca farta e diversificada, sobrante decerto do Dia da Liberdade. A Pescada a 9,80 euros, os Linguados a 15; um Choco gigantesco apresentava-se a 9, o Sargo ainda mais barato. E havia Polvo, mais umas Pescadinhas em círculo fechado, o vibrante Cantaril, as Petingas. Lulas pequenas, mas simpáticas e frescas, mais o Peixe Espada Preto, Pargo em muito boa conta, também, Pregado e Azevias, Carapaus médios e apetitosos - era um fartar, vilanagem!...
Fomos pela Caldeirada, também a bom preço, com Raia, Pata Roxa e duas postas de Perca-do-Nilo (aquacultura, já se vê*), para compor a miscelânea. Vou abrir um Grão Vasco branco, da Sogrape, para companhia. E que seja o que o deus Neptuno quiser...

* Nota posterior: por informação amiga (AVP) tive conhecimento que a Perca-do-Nilo não é produzida em aquacultura, sendo um peixe de água doce; nem sempre criado nas melhores condições...