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quarta-feira, 2 de outubro de 2024

Rafael e o unicórnio

 

Era um tema recorrente em pintura, antigamente, a representação da figura lendária do unicórnio. Rafael Sanzio (1483-1520) também não escapou ao seu fascínio e, cerca de 1506, retratou-o a acompanhar uma dama. O quadro pertence à Galeria Borghèse, mas como esta pinacoteca italiana está em obras, a pintura foi emprestada ao museu Jacquemart-André (Paris), onde se encontra em exposição até 5/1/2025. 

sábado, 29 de abril de 2023

Pinacoteca Pessoal 193



Creio que foi Giorgio Vasari (1511-1574)  que atribuiu a morte prematura  de Rafael Sanzio (1483-1520) aos seus excessos amorosos, não havendo garantia, no entanto, de que as práticas tivessem por parceira unicamente a Bela Fornarina (Margherita Luti), sua musa e mais conhecida modelo que, inexplicavelmente, e apesar de instada a fazê-lo, nunca se quis casar com o pintor. Um dos retratos mais conhecidos da amante pertence ao acervo do Palácio Barberino. E terá sido pintado entre os anos de 1518 e 1519.



Rafael, apesar da sua curta vida, tem uma obra extensa, quer do ponto de vista religioso, quer com motivos laicos, sobretudo como retratista notável, sendo muito requestado para encomendas, que nem sempre aceitava de ânimo leve. O interessante retrato de Guidobaldo Montefeltro, abaixo, terá sido acabado por 1506.



O tema mitológico clássico da três Graças, representando a Castidade, a Voluptuosidade e a Beleza foi executado em 1504, enquanto a Dama com o Unicórnio(acima)  terá sido pintado por Rafael nos dois anos posteriores.

O pintor é considerado, com Da Vinci e Miguel Ângelo, como o trio de artistas renascentistas, por excelência.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Não só, mas também


O lado mais popular, e efémero, da visita breve do papa Francisco a Fátima, fez esquecer e obscureceu alguns aspectos secundários que foram propiciados por essa visita, e cuja importância ainda se pode avaliar e fruir.
Falou-se pouco, ou quase nada, das obras de arte que acompanharam a visita pontifícia, vindas dos Museus do Vaticano, e que enobrecem, temporária mas grandemente, duas exposições de Lisboa, que ainda podem ser vistas. Uma, de que aqui já falámos, na galeria de exposições da Igreja de S. Roque, a propósito do pentacentenário do Compromisso da Misericórdia (1516); outra, no Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), sob o título ou temática: Madonna.
Visitámos, hoje, esta última mostra. E se a surpresa de encontrar um pequeno Chagall inesperado, vindo dos Museus do Vaticano, me deslumbrou, não fiquei indiferente à cópia da Pietá de Miguel Ângelo, ou às pequenas tábuas de Rafael Sanzio. E pude assim rever, também, o único Da Vinci, nas terras portuguesas, esse, vindo do Porto, da sua Faculdade de Belas-Artes, que muito raramente é exposto, por razões óbvias. E que, se calhar, muito pouca gente conhece...


terça-feira, 30 de abril de 2013

Pequena história (21)


Ao apresentar aos cardeais do Vaticano a sua última obra, que tinha por tema S. Pedro e S. Paulo, o pintor italiano Rafael (1483-1520) teve que ouvir algumas críticas, que lhe pareceram injustas. A mais repetida era que ele teria exagerado nas faces demasiado rosadas ou coradas dos Santos. Irritado, terá retorquido:
"- Meus Senhores, fi-los tal e qual como estão na bem-aventurança, porque se envergonham de ver a sua Igreja tão mal representada!"

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Favoritos LXIV : Rafael


Rafael Sanzio (1483-1520), de Urbino, coincidentemente, nasceu e morreu no mesmo dia, 6 de Abril, com apenas 37 anos. Pintor notável e arquitecto, os seus quadros de grande suavidade e equilíbrio asseguram-lhe uma posição cimeira no Renascimento italiano. Esta "Deposição de Cristo", obra executada em 1507, integra o acervo da Galeria Borghese, em Roma.

domingo, 18 de julho de 2010

Liszt / Brendel

Uma convergência para a noite.