Fabula del Limonero
Debaixo do limoeiro
a rapariga dizia-me
: - Quero-te.
Pus-me então a pensar
que era melhor ser cortês.
Tirei as migas do pão.
Debaixo do limoeiro
a rapariga me deu
o seu beijo primeiro.
E juntos vimos cair
todos os limões ao chão
quando foi do amanhecer.
Debaixo do limoeiro
a rapariga me disse:
- Eu morro.
E eu já não sei onde ir
que o limoeiro me lembra
a graça do seu perfil.
Rafael Montesinos, in Canciones perversas para una niña tonta, 1946.