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segunda-feira, 11 de maio de 2026

Memória 160

 


Este jovem, Armand Joseph Desire Roulin (1871-1945), filho  do chefe de correio de Arles e que teria cerca de 17 anos de idade, quando Vincent van Gogh o imortalizou por ter pintado o seu retrato, acabou por ficar na memória da arte. Do modelo e amigo do pintor holandês acabaram por restar 2 retratos, sendo que este em imagem integra o acervo do Museu Folkwang, de Essen (Alemanha).
O espaço imaginário que o retratado ocupa na imaginação de quem o vê, acaba por ser semelhante ao lugar de uma Mona Lisa ou da Bela Fornarina (Margherita Luti) pintada por Rafael. Eis o que uma obra prima consegue, perpetuando a existência virtual e referências existênciais do modelo retratado, para sempre. Ao menos, no espaço da cultura.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Pinacoteca Pessoal 21 : Renoir - a Arte feliz


Embora o considerem da linhagem e na sequência natural de Rubens e Fragonard, Pierre-Auguste Renoir, nascido a 25/2/1841, em Limoges, é bastante mais do que isso. O que em Rubens é, muitas vezes, exuberância, é, nos nus de Renoir, uma sensualidade contida e uma alegria de viver, pressentida. Dizia Raymond Cogniat que "Cézanne olha e raciocina, Renoir vê e sente". Para Cézanne o modelo era um pretexto que tinha como objectivo a Pintura; em Renoir será a concentração sobre a personagem do modelo que mais lhe importa. Aliás, os nus na obra de Renoir são tardios, surgem apenas à roda dos 40 anos do pintor. Inicialmente, em cores dispersas, alastradas que, após conhecimento mais profundo da obra de Rafael (quando esteve em Itália), se concentram e intensificam, dando mais densidade às figuras.
O quadro em imagem (Petite Baigneuse Blonde, de 1887), pertence  ao acervo da Nasjonalgalleriet, de Oslo. Renoir morreu, em Cagnes, a 3 de Dezembro de 1919.