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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Das aguardentes de arroz


De Sake, já eu sabia que era uma aguardente japonesa (a China também a produz e consome), feita através da fermentação do arroz. Já a provei: pouco interessante, quase sem aroma - associo-o ao adjectivo "fade" francês, de que Simenon usa e abusa, para descrever, de manhã, o odor dos quartos de dormir que foram ocupados, durante a noite, por um casal.
Agora de Rack, aguardente de arroz, inglesa, nunca tinha eu ouvido falar. E um dicionário normal não a regista, nem a Wikipédia que, normalmente, agrega tudo: ouro e detritos. Só "The Concise Oxford..." dá notícia, muito lateralmente: "Draw off (wine, etc.) from..." (pg. 994). Não fala é de arroz. Mas o livrinho (Novo Manual do Destilador e do Perfumista), que já aqui citei (19/6/11), merece-me alguma confiança.
E regista:
"Os Inglezes usão muito do arroz para fabricarem huma especie d'aguardente a que chamão rack. Segundo os meios já indicados para se prepararem os grãos á preparação vinosa, facil he conhecer-se como se proceder com o arroz. Será pois necessário fazelo germinar, seccar-se, reduzir-se a farinha grossa como a cevada, e tratalo pelo methodo inglez. A maceração do arroz exige a mesma temperatura e precauções que a da cevada" (pg. 139).
Pois seja! Os ingleses sempre tiveram pouco jeito para prepararem coisas de boca... E contentam-se com qualquer coisa, mesmo muito dessaborida.