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quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Bibliofilia 183

 


Há pouco menos de um mês (28/10/2020), a Sotheby's levou a cabo um leilão que integrava obras raras e livros com dedicatórias de Ian Fleming (1908-1964), criador do célebre James Bond. O nome do espião britânico foi inspirado no ornitólogo norte-americano homónimo, que era amigo de Fleming e editou, em 1947, a conceituada obra Field Guide to Birds of the West Indies.


Da almoeda faziam parte livros que tinham pertencido a pessoas tão diversas como Winston Churchill, Robert Kennedy ou até ao escritor policial Raymond Chandler. Grande parte destas obras tinham dedicatórias de Ian Fleming. A primeira edição de From Russia with Love (1957), com dedicatória à esposa Ann, e que tinha uma estimativa de 24.000/35.000, foi arrematada por 47.880 libras.


Já o livro com dedicatória a Churchill (Live and Let Die) atingiu o montante de 189.000 libras e a obra que pertencera a Raymond Chandler, uma cópia de Goldfinger ("To Ray with much affection"), ultrapassou também largamente a estimativa da casa leiloeira, que era entre as 40.000 e 60.000 libras inglesas.



quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Patrocínios e filiações


Um apanhado sobre as epígrafes e títulos de alguns livros de escritores conhecidos dar-nos-ia um conjunto de frases emblemáticas, mas também seguros indícios sobre as preferências e ascendentes de influências de autores mais recentes, por parte de autores mais antigos, no tempo. Vem o caso a propósito de ter localizado e lido uns versos de Racine, insertos em "Bérénice":

"Dans un mois, dans un an comment souffrirons-nous,
Seigneur, que tant de mers me séparent de vous? ..."

Ora, as primeiras 6 palavras dos versos de Racine, foram usadas por Françoise Sagan (1935-2004), para título do 3º livro da escritora francesa (Dans un mois, dans un an, de 1957). Mas Sagan já era reincidente. Já para título do seu primeiro livro (Bonjour tristesse, em 1954) tinha utilizado palavras do poema "À peine défigurée" (Adieu tristesse,/ Bonjour tristesse...), de Paul Eluard.
Evidentemente que Françoise Sagan não é caso isolado, nem único. Em 1985, um poeta português utilizou, com alguma propriedade, no título do seu livro "Uma existência de papel", um verso traduzido do francês (de Rimbaud? Mallarmé? Baudelaire? - não me recordo, exactamente.). E muitos outros casos haverá, porventura, por essa literatura fora.
Resta-me acrescentar duas citações em apoio (um pouco cínico) destes "patrocínios" que, escritores mais jovens, vão procurar a escritores mais velhos e já consagrados, no tempo. Racine dizia: "toute l'invention consiste à faire quelque chose de rien". E, de uma forma mais crua, Raymond Chandler afirmou: "It doesn't matter a damn what a novel is about.The only fiction of any moment in any age is that which does magic with words".

terça-feira, 29 de maio de 2012

Uma Galeria a meu gosto (3)


Desta vez, 2 autores americanos e 1 britânico. Da esquerda para a direita: Raymond Chandler e o seu gato, Allen Ginsberg, jovem e informal, e o inglês Malcom Lowry (Under the Volcano), engravatado, ainda.

sábado, 23 de julho de 2011

Raymond Chandler


Raymond Chandler, nascido nos Estados Unidos a 22 de Julho de 1888, é ainda hoje considerado uma referência do romance negro ou policial. Mas começou a escrever tarde, aos 51 anos, iniciou-se com "The Big Sleep". Acontece que Chandler, pouco antes executivo superior de uma companhia petrolífera, fora despedido por alcoolismo e pelas imensas faltas que dava. Dedicou-se, então, a escrever contos e romances policiais. Até à sua morte, em 26 de Março de 1959, escreveu 7 romances policiais (todos traduzidos na Colecção Vampiro: 101, 118, 135, 147, 155, 164 e 213), vários contos publicados em "pulp magazines", e diversos argumentos cinematográficos em parceria com William Wilder. Dos livros em imagem, refira-se que "O Imenso Adeus" ("The Long Goodbye"), nº 101 da Colecção Vampiro, foi traduzido por Mário Henrique Leiria, com capa de Cândido Costa Pinto. O segundo, com capa de Lima de Freitas, tem o número 135, na mesma colecção. O protagonista principal dos romances de Raymond Chandler é o detective Philip Marlowe.