Pese embora o erro da generalização excessiva que tem, muitas vezes, um fascínio irrecusável, eu pecador me confesso. Já em tempos, aqui no Arpose (poste de Domenico Modugno, "Lontananza") tentei abordar, de forma subjectiva, as fracturas das décadas 50, 60, 70... do século passado. Hoje, ao reler(?) o prefácio de Rosa María Pereda ao livro Joven poesía española (Catedra, Letras Hispánicas, Madrid, 1993), deparei com o mesmo "pecado". Como segue, traduzido.
"... Os poetas a que me refiro - a quem os seus inimigos chamaram já novíssimos ou venezianos - são o fruto dos anos 60, da década da revolta, do entusiasmo pelas liberdades individuais e civis, do crescendo revolucionário no terceiro mundo e no ocidente, da aparição da chamada nova esquerda - e da inimaginável possibilidade de existência da nova direita...-, dos anos dourados de Praga e da Califórnia, enfim, desse processo que culmina no Maio 68, para abrir a porta a outra década, a dos anos 70, sem dúvida algo mais sórdida, seguramente mais triste. ..."
P.S.: para c. a., até pelo Miró.
Nota: em nome do rigor e com grato reconhecimento a 2 bons Amigos, se declara que este Miró " is a fake". Que me perdoem a distracção, mas como eu gosto de dizer: "no melhor pano cai a nódoa".