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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Inventário da margem


A zona ribeirinha estava bem povoada, ao sol ameno desta benigna tarde de Outono. E o rio, calmo, mais parecia um lago.  As gaivotas rotineiras, como sempre, os pescadores artesanais lançando o anzol esperançoso, com meia sardinha, para o Tejo; os namorados ronronando oaristos. E do casal de patos selvagens, vi um que passou de oeste para leste, rasando as águas.
Depois, à beira do cais, vindas não se sabe donde, apareceram 5 avezitas, debicando afanosamente a areia e duas ou três pequenas rochas, que pareciam juncadas de mexilhões diminutos. Nunca as tinha visto e eram pouco maiores que codornizes, concentradas, de bico investindo contra pedras e areias. Só em casa resolvi o mistério dos pequenos pássaros ribeirinhos. São chamadas rolas do mar (Arenaria interpres), ou mais popularmente: Vira-pedras. Porque as levantam com jeito, a ver se, por debaixo, há moluscos ou vermes para comer.
Por isso as vi tão atarefadas e diligentes, na sua busca de sobrevivência.