Do sol se chega
ao nada
tão vibrante a luz
que se estilhaça
e fere e por momentos
quedam os olhos cegos,
vazio o pensamento.
É como foi o ver-te.
...
É tão deserto agora o teu olhar
sem contornos de longe que dissessem
aonde o infinito ia acabar.
António de Almeida Mattos (1944-2020), in Além do Arco-Íris (Antologia Poética, 1989).