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sábado, 26 de julho de 2014

Citações CLXXXIX


As 3 citações, que vão seguir-se, foram retiradas da obra Elucidário de conhecimentos inúteis (Edições Salamandra, 1991?), de Roby Amorim, de que constituíam tripla epígrafe. Vêm em boa sequência do poste com o poema de Auden. E seguem:

"Na palavra verdadeiramente dita (...) existe a verdade primitiva, que é a origem de tal palavra, e logo, se desta Origem, é certo que, de idioma e de translacção em translacção, ou de participação em participação, iríamos dar na língua primitiva, da qual, diz a Eucarístia Santa, e infalível, «Omne enim, quod vocavit Adam animae viventis, ipsem est nomem e jus.»
Tratado da Ciência Cabala
D. Francisco Manuel

Perguntando a Lao Tseu o que pensava ser o mais urgente a construir, logo o sábio respondeu sem hesitar: «É encontrar o verdadeiro sentido das palavras».
Do Pensamento Chinês

«Saber é dizer o que é.»
Garcia de Orta.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Curiosidades 33 : Coleccionar



Eu, pecador, me confesso, mas não de muitas coisas. De muito ou de pouco, na infância, na adolescência ou na idade madura, quase todos coleccionamos alguma coisa: selos, caixas de fósforos, moedas... Esse gosto, hábito ou mania, às vezes, fica, outras, não perdura. Vamos lá a ver, então, o nome atribuido a alguns coleccionadores ( alguns deles nem eu os sabia):

1. coleccionador de acções, obrigações, empréstimos e títulos - escripófilo; 2. de caixas de fósforos - filumenista; 3. de cintas de charutos - vitolfilista; 4. de botões - fibulanomista; 5. de bilhetes postais - cartófilo; 6. de cigarros (invólucros) - nicófilo; 7. de conchas - conquiófilo; 8. de bandeiras - vexilogista; 9. de embalagens de açúcar - glicófilo; 10. de rótulos de garrafas (de vinho) - enosemiofilista; 11. de moedas - numismata; 12. de porta-chaves - copoclefilista.

com a devida vénia a Roby Amorim e a A. de Almeida Mattos.

sábado, 12 de junho de 2010

A democrática sardinha



O bacalhau e a sardinha são, de há muito, os peixes mais bem amados dos portugueses. O primeiro a partir do séc. XIV, a segunda é, provavelmente, mais antiga nos nossos hábitos alimentares. Como farei, hoje, pela terceira vez este ano, um almoço "assardinhado" (euros 3,90/kg., porque eram de Peniche; as de Sines ficavam-se pelos 2,50, mas eram menos gordas e frescas), aqui vai um excerto do séc. XVIII ("Tableaux de Lisbonne", de autor anónimo, 1796) sobre a dita:
"...Ali se fritam e assam sardinhas: a multidão espera que estejam prontas para cada um tomar a sua parte. É o que se chama lojas frigideiras. São lojas ambulantes que se encontram em toda a Lisboa, nas ruas, nas praças, nos portais, principalmente nas tabernas. (...) Estas lojas são muito cómodas e um grande recurso para o povo que aí encontra o seu almoço, o seu jantar e a bom preço! Cada um leva o pão, compra cinco ou seis sardinhas fritas ou grelhadas, que lhe custa mais ou menos um soldo ou dezoito dinheiros; come-se no próprio sítio, e o seu jantar está feito. Se pode alguma coisa mais, compra um copo de vinho na mesma taberna e fica contente..."
(in "Da Mão à Boca", de Roby Amorim, Lisboa, 1987).

P. S. : para o António.