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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Robert Musil, sobre Rilke


"Rainer Maria Rilke adaptava-se mal à sua época. Este grande poeta lírico nada mais fez do que elevar à perfeição a poesia alemã; ele não foi uma celebridade de agora, mas um destes cimos sobre os quais o destino do espírito avança de século em século..."

Robert Musil, in Rede zur Rilke-Feier.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Capas e capas


Talvez os autores tenham as capas que merecem, no bom e no mau sentido. Mas também é verdade que, até há pouco, por cá, os escritores não abdicavam e tinham sempre uma palavra final a dizer sobre as capas dos seus livros. Mesmo que não fossem autores de primeira linha.
Não sei o que se passa, hoje, em Portugal, mas parece-me existir uma enorme falta de gosto estético, neste particular. Ontem, em diálogo com um bom Amigo, falámos do equilíbrio gráfico das capas dos livros franceses, que se tem mantido e apurado, ao contrário das nossas.
Da Vinci e Musil, certamente, mereciam o melhor, e estas capas francesas, já do século XXI, testemunham respeito, bom gosto e qualidade indiscutível.

domingo, 14 de outubro de 2012

Clássicos, qualidades e o homem comum



Diz-me quem conhece a língua, ou acordámos o facto entre nós, que o título da obra-prima do austríaco Robert Musil (1880-1942), em alemão "Der Man ohne Eigenschaften", terá sido mal traduzido para português, através de "O homem sem qualidades" (da Livros do Brasil, versão de Mário Braga). Seria mais correcto intitular-se O Homem banal, ou seja, aquele que não se distingue dos outros, que passa despercebido. Uma espécie de homem comum ou anti-herói que é, no fundo, o tema da obra de Musil.
Quanto aos heróis clássicos a questão é mais complexa. Creio, por exemplo, que toda a gente concordará no facto de Ulisses ("A Odisseia", de Homero) ser o mais popular dos heróis gregos clássicos. Ultrapassando em larga medida Ájax ou Aquiles que, apesar de tudo, têm um comportamento mais cavalheiresco. Talvez porque Ulisses fosse o homem dos mil artifícios, mais industrioso a resolver os problemas mais complicados (Polífemo, o canto das Sereias, Calipso, os pretendentes de Penélope...), através de soluções improvisadas, mas argutas. Muito de homem comum, em relação aos aristocráticos Ájax e Aquiles, que também tinham qualidades.