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quarta-feira, 5 de junho de 2024

Sobre poesia, ainda


 
Um poeta, como deve ser e obra bastante, tem muitas vezes um poema para cada situação. A exemplo de Thomas More, e nas palavras do dramaturgo Robert Bolt (1924-1995), é  A man for all Seasons (1967).
Ao meu lado direito, há dias, no restaurante, sentou-se uma balzaquiana com um vestido de cor muito singular. E lembrei-me logo de dois versos de Eugénio de Andrade, do Mar de Setembro (1961):

De que cor te vestiste?
De madrugada ou limão?
...
que se lhe aplicavam lindamente.

domingo, 26 de agosto de 2018

Pelo contrário...


Nem sempre é fácil encontrarmos o contraveneno ou contraponto para um estado de espírito menos positivo, intenso, ou para quando nos domina, temporariamente, um pessimismo antropológico acentuado. É certo que podemos simplesmente aguardar que o vento mude de direcção...
Mas quando eu pretendo acelerar a mudança, é quase sempre à musica ou à leitura que recorro, procurando a compensação. Através da música, os meios e a escolha revelam-se mais simples e directos. Com a leitura, a procura é, normalmente, mais complicada e hesitante.
Compreendi, hoje, no entanto, que Cioran é a man for all seasons, no meu caso. Porque depois de o ler um pouco, como diria Pessoa: ... o universo / reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o dono da Tabacaria sorriu.