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quarta-feira, 28 de setembro de 2022

Uma fotografia, de vez em quando... (163)



Raras são as obras (de arte) que identificam - quando as vemos e de imediato - o seu autor. No que diz respeito à fotografia, quem não se lembrará de Robert Doisneau (1912-1994) e do seu casal de enamorados (1950), a propósito de um beijo em Paris, no Hôtel de Ville? Ou do republicano atingido, de morte, no Cerro Muriano, fixado para sempre, em 1936, pela câmara talentosa de Robert Capa (1913-1954), durante a Guerra Civil Espanhola.



Uma fotografia bastou para celebrizar o fotógrafo norte-americano da Agência Magnum Steve McCurry (1950), pela forte expressividade do rosto e firmeza do olhar de uma jovem rapariga afegã (Sharbat Gula), que fez capa da revista National Geographic, em Junho de 1985.

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Uma fotografia, de vez em quando... (112)


Profundamente marcada pela babel desencontrada de uma Londres caótica, mas resistente, da II Grande Guerra, a obra fotográfica do inglês George Rodger (1908-1995) parece centrar-se, depois, entre a Europa e a África, ainda primitiva e colonial.

Inicialmente, trabalhou na Marinha Mercante com o intuito de conhecer o mundo, mas cedo começou a fotografar os aspectos mais significativos de tudo aquilo que via. Colaborou com a Time e a Life e, em 1947, integrou a Agência Magnum, como sócio-fundador, a convite expresso de Robert Capa.

Melhor do que as palavras, as fotos de George Rodger falam por si.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Dia Mundial da Fotografia

Será sempre injusto citar um em detrimento de outros fotógrafos que enobreceram a sua arte, hoje, em que se comemora o dia da fotografia. Mas esquecer "O Beijo" (1950), de Robert Doisneau (1912-1994), seria imperdoável, embora digam que o instantâneo teria sido encenado.



Como também preparada terá sido, segundo a lenda que corre, a fotografia da morte do republicano espanhol combatente, tirada por Robert Capa (1913-1954), durante a Guerra Civil. Emblemáticos são os retratos que o cubano Alberto Korda (1928-2001) tirou a Che Guevara, um dos quais viria a servir de base a tantos posters. Mas também nele há pose...

Naturalmente realista e não encenada, mas muito menos conhecida, é, porém, a foto tirada pelo médico e jornalista columbiano Reginaldo Ustariz Arze, a Che Guevara, na sua mesa de morte, que aqui reproduzo. 

Às visitas do Arpose, lanço o desafio de escolherem, mesmo que silenciosamente para si, a(s) sua(s) fotografia(s) preferida(s). Será apenas uma questão de exercitar, a preto e branco, a memória visual...

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Uma fotografia, de vez em quando (37)


Nascido na Polónia, mas naturalizado americano, em 1942, David Seymour (1911-1956) foi, com Cartier-Bresson e Robert Capa, um dos fundadores da Agência Magnum, em 1947. A cobertura da Guerra Civil de Espanha deu-lhe merecido reconhecimento, a nível mundial, bem como algumas fotos que testemunham a alegria do povo pela vitória da Front Populaire, em França. As crianças foram outro dos seus temas predilectos, mas tem também excelentes retratos de celebridades: Lorca, Ingrid Bergman, Sophia Loren...
Quando cobria a intervenção no Suez, em 1956, foi atingido mortalmente por disparos de soldados egípcios. Apesar da vida curta, a sua vasta obra fotográfica merece ser lembrada.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Uma fotografia, de vez em quando (14)


Seria imperdoável que, nesta rubrica, não se fizesse referência a Robert Capa (1913-1954), pseudónimo do húngaro Friedmann Endre Ernõ, de ascendência judaica, e um dos fundadores da agência Magnum. É, provavelmente, o mais célebre dos fotógrafos de Guerra, tendo coberto a Guerra Civil de Espanha, a II Grande Guerra, a 1ª Guerra da Indochina, onde viria a morrer, na sequência de um rebentamento de mina.
Mas também fotografou a Paz, como se pode ver pela magnífica foto de Picasso e Françoise Gilot. Na segunda fotografia, em plena II Grande Guerra (1944), Capa surge na companhia de Hemingway, de quem era amigo.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A arca mexicana de Robert Capa


Não terá, provavelmente, o valor da arca de Pessoa, mas esta arca ou grande mala, descoberta há pouco tempo, no México, contém cerca 2.800 fotografias sobre a Guerra Civil Espanhola. Grande parte delas, foram tiradas por Robert Capa (1913-1954), mas também as há de Gerda Taro e Chim (Chimin). E são um documento importante dessa época.
A 27 de Fevereiro de 2013, em Paris, no Museu de Arte e da História do Judaismo, será inaugurada um exposição, com a parte documental mais significativa do acervo.

sábado, 17 de julho de 2010

Lembrar uma data


Há quem considere 17 de Julho, outros referem 18 de Julho de 1936 como data de início da Guerra Civil Espanhola (1936-1939). O poema de Juan Ramón Jimenez (1881-1958) que se traduz, abaixo, é bastante anterior (1904) e integra o livro "Jardines Lejanos" onde o eco do Romanceiro é perceptível. Seja como for, este poema poderia aplicar-se ao levantamento militar de Melilla, em Julho de 1936, que deu início à carnificina posterior.
VII

Quem anda pelo caminho
esta noite, jardineiro?
- Não há ninguém no caminho...
- Será pássaro agoireiro.

Será mocho, ou uma gralha,
dois olhos do campanário...
- É a água que se afasta
pelo campo solitário...

- Não é água, jardineiro,
não é água... Minha sorte
que era água, cavaleiro.
- Será a água da morte.

- Jardineiro, não ouviste
como chamam da varanda?
- Cavaleiro, é o latido
que sai do teu coração.

- Quando abrirá a manhã
para as róseas alegrias!
- Quando tocará o sino
os bons dias, os bons dias!

...É um arrastar de ferros,
uma voz profunda, uma...
- Cavaleiro, são os perros
que estão uivando à lua...