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quarta-feira, 23 de julho de 2025

Ideias fixas 98

 

Tenho sempre alguma dificuldade em escolher um vinho para acompanhar pratos em que entra pato. Se assado não duvido, será tinto, mas outras variações criam-me dúvidas, optando, quase sempre, por um vinho branco. Da última vez acamaradei o Arroz de Pato com um Encostas do Tua 2024, da Adega Cooperativa de Pinhel, lotado com Síria e Fonte da Cal (13º), e que está a um preço risível à venda numa das grandes superfícies. E é bom.
Cumulativamente, ninguém me tira da ideia que as castas de vinho têm um lugar ideal geográfico preferencial insubstituível, onde produzem de forma exemplar ou melhor. Não falo sequer da Baga, na Bairrada, do Alvarinho e do seu Monção e redondezas naturais, embora haja alguns produtores e enólogos novos ricos de cabeça que o plantem no Alentejo (com resultados mediocres, aliás, quanto a mim).
O Arinto alcança o seu pleno em Bucelas, insisto. Tenho só algumas dúvidas quanto ao Roupeiro que assim se chama no Alentejo e, nas Beiras, é Síria, mais mineral nestas bandas do que a Sul, onde madura de forma mais suave, normalmente. E em qualquer dos terroirs, embora diferenciado, dá vinhos de muito boa qualidade.


segunda-feira, 12 de junho de 2023

A evitar, absolutamente (5)



Há mais de 4 anos que eu não abria esta temática. Nunca o fiz por gosto, antes por despeito e imperativo de consciência. E por aviso aos incautos, pela falta de qualidade: de vinhos, livros...
Acontece que, com um pequeno intervalo temporal, experimentei 2 vinhos brancos alentejanos de marcas diferentes, mas do mesmo ano de colheita (2022) e com as mesmas castas no lote: Roupeiro, Antão Vaz e Arinto. Um da zona de Reguengos de Monsaraz (Pedra do Casar, 12,5º), o outro vinho da região de Borba, com 13º.
A apreciação foi idêntica: vinhos medíocres, de sabor acre e desagradável. Tenho alguma dificuldade em aceitar e perceber como é que a Adega Cooperativa de Borba sobretudo, produtora com linhagem de qualidade firmada, foi capaz de pôr à venda este branco inqualificável.



Se é certo que, por vezes, a casta Antão Vaz, se não for bem doseada, pode diminuir o vinho, inclino-me mais para ter sido o Roupeiro a prejudicar o resultado final. Negativo, que abarca também a fraca qualidade do vinho branco produzido e posto à venda pela Carmim.
Há, por isso, que evitar esta infeliz dupla vínica alentejana.