Mostrar mensagens com a etiqueta Quinta do Noval. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Quinta do Noval. Mostrar todas as mensagens

domingo, 1 de janeiro de 2023

Mercearias Finas 185



As perdizes estavam destinadas, de há muito. Maria Mansa, da Quinta do Noval, foi escolhido na antevéspera. A origem não antecipava sobressaltos, pelos pergaminhos do produtor. Tinta Roriz, Touriga Nacional e Touriga Franca lotaram este tinto de 2016, com 13º serenos e discretos, ligeiramente seco, que acompanhou dignamente a caça voadora que ainda trazia pequenos grãozinhos de areia no papo e alguns chumbos dos tiros(?) que lhes acertaram.
Do congelador veio puré de castanhas. A cama das perdizes levou couve coração, alho francês e pequenas cebolinhas novas. Não faltou a batata palha das receitas tradicionais, a compor o almoço de Ano Novo. Assim seja bom o ano, como foi o repasto!

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Mercearias Finas 33 : sardinhas


Que só lá para Setembro e que a culpa é das nortadas, que não têm soprado como habitualmente - dizem os especialistas. E, por isso, as sardinhas estão enfezadas e não têm engordado como deviam. Nem pingam, ou rechinam sobre os grelhadores e assadores caseiros. E andamos nisto há quase 2 meses. Mas a paciência tem limites, nestes hábitos ancestrais que, nos nossos genes ou chips, já vem inscritos quando nascemos, e acabam por fazer exigências impacientes e instintivas.
Como não há fome que não dê em fartura, em vez de uma sardinhada, foram duas - na sexta-feira e neste domingo passado. Aproveitamos uma aberta, um parecer positivo no nosso restaurante de estimação, e a aprovação avisada ("comprar!", como se diz na Bolsa de Valores) da nossa Peixeira preferida, no Mercado do Monte (da Caparica), logo pela manhãzinha de domingo. E lá vieram mais 8: foi um fartar vilanagem!...
Não poderei dizer, em nome do rigor, que estavam excelentes, mas eram boas, tinham sabor marítimo e fresco, algumas já tinham ovas (ou mílharas, como se diz no Norte) - o que é sempre um bom sinal. Acompanhadas a broa de milho, como manda a lei. E, à falta do verde tinto de Monção que completaria a trindade santíssima, abri um Dão tinto, com Alfrocheiro, que é mais rude do que a casta Jaen - mais suave e elegante. Em lote de Touriga Nacional e Tinta Roriz, como é de norma na região demarcada do Dão. Esteve bem.
E não faltou a salada, com todos os matadores: alface, tomate, cebola, pimentos verdes e vermelhos e pepino - que se dane o E. coli. Falta dizer que as batatas da Lourinhã, cozidas, levaram uns pinguinhos de azeite (0,3 de acidez) da Quinta do Noval. De lamber os beiços!