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quinta-feira, 7 de junho de 2012

Em busca da cor



Não é fácil explicar a errância de Paul Gauguin, nascido a 7 de Junho de 1848, em Paris. Nem se deve levar à letra "The Moon and six-pence", obra de ficção de Somerset Maugham baseada, em parte, na vida do Pintor. Tirando a sua primeira grande viagem, para o Peru, decidida pelos Pais, as restantes mudanças foi ele que as escolheu.
Viveu assim em Paris, Lima, Copenhaga (a mulher, de quem teve 5 filhos, era dinamarquesa), Londres e Taiti. E, até quase aos 40 anos, foi um eficiente corrector da Bolsa de Paris, até à crise que ocorreu, em 1883. Depois, começou a pintar e, com o mesmo afinco e rigor, à nova arte se dedicou com paixão. Nativo dos Gémeos, de si próprio dizia, em carta à Mulher: "...tenho uma dupla natureza: sou uma criatura muito sensível, mas também sou um Pele-Vermelha..."
Em contra-corrente em relação ao Impressionismo, procurou um regresso à arte primitiva (era um admirador de Giotto), na linha de um Puvis de Chavannes, mas de cores quentes e intensas, normalmente, que o Taiti favoreceu e justificava, nas suas telas.

Nota: o Auto-retrato, em imagem, feito em 1885, pertence a uma colecção particular suiça; a paisagem bretã, de 1889, é do acervo do Courtauld Institute Galleries, de Londres.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Divagações


Há um conforto que apenas se adivinha. A pacificação das causas inúteis, a mão sobre o delta ermo, a luz oblíqua, o silêncio em volta. Que parecia alto.
Mas é também daqui que nasce a insatisfação e a dúvida. As perguntas que ninguém irá satisfazer. O Tempo que passa. As saudades da terra.
O movimento reinicia a sua marcha, o tédio acicata a alma, o amor do risco, novamente, desperta. E volta a inquietação ao coração dos homens.