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sábado, 23 de outubro de 2021

Da leitura 48



Sanary, 13 de Maio de 1931. E se o gosto pelo mundo das imagens se alimentar de uma obscura resistência ao saber? Contemplo a paisagem: ali está o mar na baía, raso como um espelho, grandes bosques ascendem como massas imóveis e mudas ao cimo do monte; no topo, as muralhas do castelo em ruínas, tal como se encontram há séculos; o céu limpo em "perpétuo azul" brilha e resplandece. Assim o deseja o sonhador que se encontra absorto na paisagem. A cada instante, esse mar sobe e desce em milhões de ondas, os bosques tremem a cada instante das raízes à última folha. (...)

Walter Benjamin (1892-1940), in Sonhos (pg. 89).

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Pinacoteca Pessoal 71


O sul mediterrânico, sobretudo a partir do século XIX, talvez pela sua luz singular, sempre atraiu os pintores europeus, e a Provença ocupa, neste caso, um centro privilegiado. Mas, em relação a John Caxton (1922-2009), a Grécia foi a sua paixão. Classificado como neo-romântico (com tudo o que isso possa significar...), as suas obras reflectem influências muito diversas, que vão dos Impressionistas até Picasso e Nash. Caxton é, hoje, considerado um dos grandes pintores ingleses do século XX.
Daí, o Fitzwilliam Museum (Cambridge) ter organizado uma ampla retrospectiva da sua obra, que estará aberta ao público até 21 de Abril de 2014.
Em imagem, uma fotografia de John Caxton com Margot Fonteyn, na Grécia, o quadro "Rapaz deitado entre asfódelos" (1983/4), de uma  colecção particular, e ainda uma Natureza Morta, que pertence ao acervo do Museu Fitzwilliam.