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quinta-feira, 29 de março de 2012

Mata-borrões 3


Fósseis de um passado ainda recente, auxiliares imprescindíveis da escrita a tinta, actualmente, escassa e cada vez mais rara, os mata-borrões tinham um papel importante e um lugar útil nas secretárias de escriturários e de escritores. Hoje, serão talvez um anacronismo, mas agradável de recordar. Apareceram em muitos romances policiais para detectar e reconstituir mensagens desaparecidas, através do seu reverso e, assim, resolver mistérios complicados.
Este mata-borrão, na imagem, foi oferecido por um laboratório a um médico, que não chegou a usá-lo. O verso, absorvente, está ainda imaculado. E, provavelmente, nunca virá a ser usado.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Mata-borrões 2


Eram figuras de presença frequente e periódica nas salas de espera de consultórios, os Delegados de propaganda médica. Vestiam bem, normalmente, e vinham acompanhados de grossas pastas de cabedal onde guardavam pequenas amostras de medicamentos, para oferecer aos Médicos. E deixavam, às vezes, modestos presentes, como pequenas agendas, calendários, com funções úteis, como estes mata-borrões. Que os clínicos usavam para fazer secar, mais depressa, as receitas que passavam aos doentes, escritas, normalmente, com canetas de tinta permanente.
Hoje, tudo isso parece "pequeno", mesquinho e ridículo - mas era assim. Hoje, fala-se, à boca pequena, em congressos, em países distantes e exóticos, para onde são convidados a ir, alguns médicos e a quem alguns laboratórios pagam viagens e estadias em hotéis de luxo. O tempora! O mores!...

terça-feira, 3 de maio de 2011

Propaganda médica



Não consigo localizar donde me veio este pequeno cartaz, em cartolina, que deverá datar dos anos 50 do séc. passado. No verso, há publicidade ao Saridon e ao Allonal, dos Laboratórios La Roche & Cie., da Suiça. A gravura é de Honoré Daumier (1808-1879), inspirada na peça "Le Malade Imaginaire" de Molière (1622-1673). E acho-a bem conseguida e engraçada, por isso aqui fica.