Fósseis de um passado ainda recente, auxiliares imprescindíveis da escrita a tinta, actualmente, escassa e cada vez mais rara, os mata-borrões tinham um papel importante e um lugar útil nas secretárias de escriturários e de escritores. Hoje, serão talvez um anacronismo, mas agradável de recordar. Apareceram em muitos romances policiais para detectar e reconstituir mensagens desaparecidas, através do seu reverso e, assim, resolver mistérios complicados.
Este mata-borrão, na imagem, foi oferecido por um laboratório a um médico, que não chegou a usá-lo. O verso, absorvente, está ainda imaculado. E, provavelmente, nunca virá a ser usado.