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segunda-feira, 22 de julho de 2024

Perguntar, ofende?

 
Durante cerca de 15 minutos, os inefáveis serviços da RTP 3 brindaram-nos, em directo e com tradução simultânea, no noticiário das 19h00 de hoje (22/7/24), com um discurso bacoco e pueril do vice-presidente do marcano Trump. Jovem que me fez lembrar, para pior, o nosso Bugalho nacional, agora promovido a europeu.
Perguntei-me quanto terá recebido a RTP 3, dos fundos de campanha do partido republicano de Trump, pela transmissão desta indigente propaganda eleitoral.

terça-feira, 19 de dezembro de 2023

As miríficas promessas do "sítio do costume"



Já não é a primeira vez que esta grande superfície anuncia, com pompa e circunstância, produtos a bom preço, para depois os não ter à venda nas prateleiras ou expositores. Vinhos então é frequente e contumaz...
Desta vez, foi o cordeiro de leite que o Pingo Doce anunciava e prometia a cerca de 10 euros o quilo. Qual quê?! O cortador afro-português, compungido, respondeu, ao pedido, que o produto acabara. "Já?" perguntou HMJ. Aí o rapazito corrigiu: "Não entregaram..."
Valeu-nos o Paulo, no seu talho do mercado, que, não prometendo com alarde, cumpre. Seja embora o cabrito um pouco mais caro. Mas bem merece, pela sua discrição e competência profissional.

domingo, 4 de novembro de 2018

Um cartaz brasileiro de propaganda, de 1932


Os símbolos repetem-se, muitas vezes adaptados a novas conjunturas. O cartaz brasileiro de 1932 destinava-se a despertar consciências para combater a ditadura de Getúlio Vargas (1882-1954). Mas inspira-se, flagrantemente, nos seus antecessores, inglês e norte-americano, que foram concebidos com motivos e razões distintas, para objectivos semelhantes.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Retro (98)


Quase todos os conflitos bélicos, a partir do século XX, foram acompanhados, por parte dos governos envolvidos, de propaganda justificativa das razões que legitimavam as guerras. Essa propaganda poderia ser radiofónica, assumir a forma de cartazes, publicações escritas distribuídas gratuitamente aos cidadãos (e em países amigos e aliados) ou, em tempos mais recentes, ocupar espaços de antena televisivos.
E se as imagens, a partir da II Grande Guerra, tiveram uma importância preponderante, na I Grande Guerra eram os folhetos escritos a forma mais usada para ganhar as consciências, sobretudo das classes mais cultas e letradas.


Alguns se hão-de lembrar de dois ou três slogans estadonovistas, difundidos constantemente nos microfones da antiga E. N.. Um, de meados dos anos 50: Os sinos da velha Goa e as bombardas de Diu serão sempre portugueses, para reagrupar os nacionais em defesa do ex-Estado da Índia. O outro, no início dos anos 60, acompanhado de música marcial, que entoava em estribilho o Angola é nossa!
Os chamados Campos de Concentração foram criação original do Império Britânico, na África do Sul, aquando da guerra anglo-boer (1899-1902), destinando-se ao acantonamento, em espaço restrito, das populações de colonos de origem holandesa.


Não deixa por isso de ser irónico que, destes 4 folhetos ingleses (seguramente, destinados a Portugal), em imagem, um deles se ocupe a verberar, em 1916, Os Horrores de Wittenberg, sobre as condições desumanas dos prisioneiros britânicos em território alemão, durante a I Grande Guerra. Chamo ainda a atenção para o folheto A Perspectiva da Guerra, que foi subscrito, em 1915, pelo célebre criador de Sherlock Holmes -  Arthur Conan Doyle. O opúsculo destinava-se, principalmente, a justificar a Expedição dos Dardanelos, tentando desvalorizar a derrota e as muitas mortes de soldados britânicos (cerca de 100.000) por que se saldou.


grato reconhecimento a A. de A. M., que me facultou o uso destas interessantes publicações.





quinta-feira, 2 de março de 2017

Pinacoteca Pessoal 122


No ano em que se celebra o centenário da Revolução Russa, valerá a pena lembrar o talentoso caricaturista moscovita Viktor Deni (1893-1946). E, muito embora não seja conhecido como pintor, os seus cartazes, apoiando a ideologia comunista e as forças do Exército Vermelho contra os Brancos de Kerensky, merecem ser recordados, pela sua qualidade gráfica. As duas imagens de cartazes, acima, são de obras feitas em 1919.



Mas também a propaganda, contra o nazismo, no final dos anos 30 e início dos 40 merece ser lembrada pela eficácia do seu traço e pelo contributo indirecto para a vitória do exército soviético sobre as forças alemãs, na II Grande Guerra.


Nota: que me desculpem a incontinência excessiva das imagens, atendendo à exiguidade do texto...

sábado, 4 de julho de 2015

Retro (74) : propaganda fascista


Se é certo que, como diz o povo, "de pequenino é que se torce o pepino", não é menos verdade, sendo óbvio, que faltou por aqui uma Leni Riefenstahl...

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Retro (68)


Provavelmente datado do início dos anos 40, este pequeno folheto de 24 páginas, de origem britânica, destinava-se a falantes de língua portuguesa, alertando-os para os malefícios do nazismo. Utilizando a ironia, quase sempre, as mensagens eram simples, mas eficazes. Terá sido obra dos serviços de propaganda ingleses e os folhetos terão sido distribuidos durante a II Grande Guerra, para criar um ambiente favorável aos Aliados, e à sua vitoria.

com grato reconhecimento a A. de A. M..

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Propaganda e gastronomia post-moderna


De "Le Nouvel Observateur" (imagem e citação) nº 2587, de 5 de Junho de 2014:

"Os gourmets post-modernos trabalham mais sobre os signos do que sobre os sabores, manipulando mais eficazmente os códigos e as imagens do que o gosto."

Olivier Assouly

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Cartazes de propaganda e turismo soviéticos


Até ao colapso da URSS, qualquer viagem aos seus vastos territórios tinha que ser, quase sempre, intermediada pelos serviços da Intourist, agência oficial soviética de Turismo. Nos anos 30/70 do século passado, o aparato publicitário deste organismo era eficaz e diversificado. E os cartazes de propaganda, de muito boa qualidade estética, como se pode ver pelos 3 exemplos que deixo em imagem. 

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

A terra em tempo de guerra

É notória, e já aqui o referi, a proliferação de pequenas hortas domésticas, nos baldios e declives da região outrabandista. Normalmente trabalhadas e cultivadas por africanos (maioritariamente, amanhadas por mulheres) que semeiam batatas, milho, tomate, couves... A necessidade pode muito, a crise aperta, a fome espreita, muitas vezes.
Mas já, noutras ocasiões e em períodos de racionamento, sobretudo no decurso da II Guerra mundial, os governos aconselhavam o cultivo de vegetais, mesmo em pequenas parcelas de terra, em jardins e, até mesmo, em vasos, nas varandas das casas, para diminuir a pressão da escassez alimentar.
A Itália, a Alemanha e Portugal, no início dos anos 40 do século passado faziam um aproveitamento pragmático da terra ao seu dispor. E também, na Inglaterra, se fez campanha de propaganda para o cultivo alargado de vegetais e outros bens alimentares como, neste sugestivo cartaz da imagem, de gráfico desconhecido, se pode ver.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Eleições Presidenciais 1976 (II)


As Eleições Presidenciais de 1976 foram muito acaloradas quer na pré-campanha, quer na própria campanha de propaganda eleitoral. Houve até alguns incidentes dramáticos que lhes emprestaram alguma tensão. O candidato General Ramalho Eanes concitou o apoio dos 3 principais partidos: PS, PPD e CDS. O General tinha sido o nome e o rosto do operacional militar mais visível dos confrontos "bélicos", de contornos "pré-guerra civil", desencadeados em 25 de Novembro de 1975. Os líderes políticos estão representados, na imagem de Vitor Péon, por Mário Soares, Francisco Sá Carneiro e Freitas do Amaral. A propaganda oficial da campanha do Almirante Pinheiro de Azevedo insinuava que, através dos "seus mandantes" políticos, Ramalho Eanes iria ser o chefe de uma nova democracia musculada, próxima de uma disfarçada ditadura.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Eleições Presidenciais 1976 (I)



As Eleições Presidenciais de 1976 foram as primeiras, democraticamente livres, realizadas em Portugal, desde há muito. No próximo dia 23 de Janeiro de 2011 realizar-se-ão as oitavas Eleições Presidenciais livres post-25 de Abril. Até lá iremos publicar umas folhas de propaganda originárias da campanha presidencial do candidato Almirante Pinheiro de Azevedo, que foi o 3º mais votado (14,37%). São muito pitorescas e, todas elas, foram executadas por Vitor Péon (1923-1991), grande desenhador de BD, e não só. Colaborou intensamente, por exemplo, no "Mundo de Aventuras". Para quem não se lembre, recordo que o vencedor das Eleições Presidenciais de 1976 foi o General Ramalho Eanes, que teve uma votação surpreendente de 61,59% dos eleitores, no conjunto dos 4 candidatos. Estas eleições tiveram lugar em 27 de Junho de 1976.

P.S.: para MR que, há algum tempo, falou destas folhas de propaganda.