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segunda-feira, 11 de abril de 2011

Civilidade (10) : onde não me apetecia estar...


Discretos (talvez temerosos) terão vindo já ontem, antecipando a notícia que dizia só chegarem amanhã, os digníssimos representantes do FMI e FEEF. Um, alemão, e o outro, dinamarquês, rapazes novos, ambos, mas, felizmente, da velha Europa - valha-nos deus! Por isso, achei conveniente referir aqui, da Escola de Politica, ou Tractado Practico da Civilidade (1803), parcialmente, as boas regras portuguesas do capítulo "Modo de Tomar Visitas":

"Toda a pessoa, que for visitada de outra de maior jerarquia, e grandeza, deve, tendo disso notícia, ir não só esperá-lo à carruagem, mas ainda mais longe, vestido, como se houvera de sahir, para fora de sua casa, mandar abrir todas as suas portas do páteo, ou loja, para que possa entrar a carruagem, offerecer-lhe o braço ao descer, beijar-lhe a mão, se for Príncipe, e o annel, sendo Bispo, &c., e o vai encaminhando ao lugar mais decente, que tiver no interior de sua casa, para que passe adiante, sem nunca hombrear com elle, mas parando nas portas, para que passe adiante, e não só dando-lhe o assento da parede, mas fazendo mesmo acção de ficar de pé;..." Parecerá um abuso, da minha parte, esta óbvia e assaz longa citação, e sem utilidade, mas é um facto que, depois do 25 de Abril (já agora, como é que iremos comemorá-lo?), se nos foram esquecendo algumas regras elementares da etiqueta. Ainda, há pouco tempo, um Visconde, às 16,00 horas da tarde, me veio receber à porta principal do seu palacete, com o cabelo despenteado, em robe, por cima dum pijama, parcialmente desabotoado, embora tivesse olhos de um azul puríssimo... Por isso, todo o cuidado é pouco para receber, dentro das regras, os digníssimos representantes do "Internacionalismo Monetário" (José Mário Branco dixit).

para os meus 3 bons Amigos do Prosimetron.