Muito provavelmente, a última grande tentativa europeia de reformulação do sistema educativo, terá sido projectada, em França, pelo primeiro-ministro Pierre Mauroy (1928-2013), durante o consulado Mittérrand. Mas o lobby do Ensino particular sempre foi poderosíssimo, em qualquer país. Quando Mauroy decidiu retirar subsídios ao Ensino privado francês, para reforçar o Ensino público, a contestação foi de tal ordem, que o seu Ministério caíu. Mitérrand perdeu a face, demitiu-o, mas manteve a Presidência, até ao fim. Florentinamente, que os políticos não podem ser ingénuos.
Em Portugal, quase ninguém demite ministros, depois de Salazar. Ou eles se demitem, ou então mantém-se até ao fim, mesmo que sejam mentirosos, desastrados nas declarações, corruptos, ou de uma mediocridade assustadora.
O Prior do Crato, ao que parece, teve uma educação esmerada, mas perdeu-se em Alcântara (onde também entra o erre). O matemático Crato (com erre, também) não é burro (mais 2 erres) e, por isso talvez, ao inverso de Mauroy, preferiu enfraquecer o Ensino público, para fortalecer o privado. Quem sabe se um reitorado (mais um erre), com mordomias muito compensadoras, não espera por ele, quando este inenarrável (mais 2 erres) governo acabar, de forma a retribuir-lhe este seu acto tão clarividente e generoso?...
com agradecimentos a AVP.
com agradecimentos a AVP.