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segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Beethoven / Liszt / Glenn Gould



Cerca de 11 minutos, de audição, é meio caminho andado para vencer a paciência da quase totalidade dos visitantes do Arpose - diz-mo a experiência... Mas não venho aqui para fazer a vontade às mariposas inefáveis.
As transcrições de Franz Liszt foram um trabalho inestimável que ele dedicou aos seus confrades, adaptando, sobretudo ao piano, o cerne mais importante ou mais belo das melodias de outros compositores: Bach, Schubert, Donizetti...
Esta transcrição do Allegretto da 7ª Sinfonia de Beethoven tem uma grande beleza. Dizem que, pouco antes de morrer, Pio XII pediu para o ouvir.

sábado, 3 de abril de 2010

Contra a corrente : Papas e Papados



Sendo agnóstico, mas tendo sido católico praticante quase até ao fim da minha adolescência, o "meu" Papa de referência é João XXIII. E nasci ainda e durante o Papado de Pio XII. Sempre achei Paulo VI excessivamente "florentino" e diplomata, para o meu gosto. João Paulo I foi apenas a promessa de um sorriso, de tão breve. João Paulo II incomodou-me, sobretudo, pela exposição da sua agonia, em público, e o seu "ronco", quase final, pela Praça de S. Pedro, quando já não conseguia falar - e o quis fazer. Era preferível, sem dúvida e no meu entender, um apagamento discreto e gradual, humildemente cristão. Evitando aquela exposição que sempre me fez lembrar os pedintes, na rua, a mostrar as suas chagas. Havia algo de exibicionista, em tudo aquilo. E o "voyeurismo" da nossa sociedade do espectáculo é o que se sabe.

Ontem li, no "Público", um artigo de opinião do ex-director do jornal, José Manuel Fernandes, intitulado "É arriscado escrever sobre estas coisas. Não estão na moda", sobre o actual Papa. Tirando um ou outro pormenor, estou de acordo no essencial. Daí, sendo eu agnóstico, avaliar o ainda curto Papado de Bento XVI, de forma positiva. É um Papa do espírito, ao contrário de João Paulo II que foi um papa do corpo e da carne. E este período pascal é uma boa altura para que um Papa que pensa e pensa, muitas vezes, connosco, seja bem acolhido ou, pelo menos, escutado. Quanto ao resto já sabemos, a Igreja é sempre lenta e morosa quanto a mudanças. Há que ter paciência e caridade...

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Música e Poesia I


Há duas razões, pessoais, para este "post": a primeira é um verso de Keats, no início do seu poema incompleto "Endymion" - "A thing of beauty is a joy for ever (Um momento de beleza é uma alegria eterna)"; a segunda razão é o facto referido de que o Papa Pio XII, ao morrer, pediu para ouvir este "Allegretto" da 7ª Sinfonia de Beethoven. Jorge de Sena refere o caso num dos seus poemas, também.