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quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Divagações 211



Tenho a enraizada convicção de que os pássaros são discretos a morrer. Sobretudo as pombas, que normalmente escolhem um canto isolado para se aconchegarem, sem piar sequer, para desfalecerem de vez.
Por outro lado, salvo as aves trucidadas pelos veículos nas estradas, é raríssimo eu ver o cadáver abandonado de um pássaro morto na natureza. Talvez escolham o mar para repouso final.
É isso que me falta saber.

sábado, 1 de novembro de 2025

Adagiário CCCLXXXV


 1. Em longa geração há conde e há ladrão.

2. Em pintura e poesia, não se admite mediania.

terça-feira, 23 de setembro de 2025

Memória 155

 

Por onde passámos, vagas recordações nos ficam, quando ficam. Outras vezes, permanece o sabor de um ambiente, positivo ou negativo da atmosfera que ali, então, respirámos.
Recentemente, em sonho, veio-me à tona o Museu de Ixelles (Bélgica) que, há muito, descobrimos por feliz acaso nas nossas deambulações pedestres por Bruxelas.



Ficou-me a memória de que o museu da comuna de Ixelles, não sendo excessivamente grande, o que foi bom, continha resumidamente uma selecção original e singular englobando arte ocidental que ia dos séculos XVI ao XX, com obras de Dürer a Magritte, passando por Toulouse-Lautrec.



quarta-feira, 9 de julho de 2025

Memória 153

 

Desta última exposição de Pedro Chorão (1945), na galeria Sá da Costa, em Maio de 2025, ficou-nos este magnífico catálogo ilustrado, com o título homónimo da mostra - Diálogos Sensíveis.
Pena que o original acervo fotográfico sobre o Alentejo, nas mãos do Pintor, que esteve para ser publicado pela IN-CM, não o tenha sido por vicissitudes várias, alheias ao artista.

quinta-feira, 15 de maio de 2025

Exposição

 

Na Galeria Sá da Costa, ao Chiado, abriu recentemente (30/4) uma nova exposição de pintura de Pedro Chorão (1945), que se manterá aberta ao público até 24 de Maio de 2025.



domingo, 9 de fevereiro de 2025

Da leitura 60

 

É o jornalista de Le Monde, Harry Bellet (1980) que o refere, e eu traduzo: "Último dos simbolistas ou no grupo dos primeiros pintores abstractos, quem era Piet Mondrian (1872-1944)? Ele detestava a cor verde porque lhe lembrava demasiado a natureza, mas pintava árvores como ninguém, e flores durante quase toda a sua vida, cuja venda lhe assegurava a sua subsistência. Era aparentemente austero, mas também um excelente dançarino e amador de jazz...".
Ao inverso, lá diz o provérbio: "Se não fossem os gostos, que seria do amarelo." Na verdade, podemos procurar em vão, na obra do holandês Mondrian, alguma árvore em que o verde surja, mas não encontramos nunca essa cor. Achamos o cinzemto, aparece o vermelho, mas verde é que não há...



quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

Impromptu 80


Na sua incipiência juvenil esta minha pintura (?) faz-me lembrar um pintor estrangeiro...
Será  Matisse?
(Perdoe-se a imodéstia da sugestão...)


segunda-feira, 14 de outubro de 2024

Citações CDXCVI

 

Recusem o negro, e esta mistura de branco e negro a que chamam cinzento. Nada é preto, nada é cinzento. Aquilo que parece cinzento é um composto de tonalidades claras que um olhar apurado sabe adivinhar.

Paul Gauguin (1848-1903).

sexta-feira, 27 de setembro de 2024

Filatelia CXIX


Se, hoje em dia, os selos propriamente ditos são em menor parte usados na correspondência, em benefício neutro de etiquetas mudas de imagem ou carimbos inexpressivos, os CTT aumentaram, com o tempo, as suas "rendas" através de mil e um artifícios tentadores sobretudo para os filatelistas. E a exemplo de países estrangeiros, que já os usavam.



Estão neste caso, desde 1986, a emissão dos chamados Livros CTT que, com apuro gráfico, agrupam séries de selos já em circulação, com a mesma temática, acompanhados de textos competentes de especialistas da matéria. O primeiro destes livros foi dedicado aos "5 Séculos de Azulejos Portugueses".



Reproduzimos, em imagem, o volume que foi dedicado à "Pintura Portuguesa do Séc. XX", que tem texto alusivo de José-Augusto França (1922-2021), inserindo selos de Amadeo de Souza-Cardoso até José de Guimarães. Este Livro CTT foi editado em 1990, com estampilhas postais (em blocos) de 1988 a 1990.

domingo, 10 de dezembro de 2023

Citações CDLXXX



É preciso contentarmo-nos apenas em descobrir, mas evitarmos explicar. 

Georges Braque (1882-1963), in Le Jour et La Nuit.



quarta-feira, 21 de junho de 2023

Confusões



Há quem misture alhos com bugalhos nos postes. E junte Rieu com Van Gogh, por exemplo.
Uma imprudência desabusada.  Até na soberba da quantidade...
Mas é no que dá a cultura básica dos espalhafatosos, ao quererem alardear sabedoria.


domingo, 30 de abril de 2023

Citações CDLXI



Aquilo que há de mais real para mim, são as ilusões que crio com a minha pintura. O resto são areias movediças.

Eugène Delacroix (1798-1863), in Journal (1847).

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023

Curiosidades 96



Filipe II de Espanha, I de Portugal, permaneceu no nosso país entre Dezembro de 1580 e Março de 1583. Com ele veio e o acompanhou uma luzida corte, em que se incluía, curiosamente, uma anã, Magdalena Ruiz, muito da predilecção do monarca espanhol, mas também das suas filhas, que se tinham conservado por Aranjuez. Da anã Magdalena dava o rei notícia para as duas filhas, com frequência (Magdalena ha estado muy enfadada conmigo desde que os escribí..), na correspondência enviada.
Da importância da boba, na corte espanhola, que era considerada louca, dão notícia alguns retratos que a incluem. Talvez o mais interessante seja o do pintor Sanches Coelho, de 1580, em que aparece a filha mais velha de Filipe II, Isabel Clara Eugénia, e a anã Magdalena Ruiz, a seu lado, quadro que encima este poste.

terça-feira, 17 de janeiro de 2023

Da pintura e da paisagem



Quando a bátega forte, mas breve, se abateu sobre nós, já tínhamos passado pelo lago, por onde circulavam, livres, patos e garnisés de cores vibrantes, em volta. Também ladeamos o insólito, mas digno  busto do Inca Garcilaso de la Vega (1539-1616) que lá está, à sombra das árvores, e que eu descobri, um dia, surpreso, aqui há mais de dez anos, quando passeava no Campo Mártires da Pátria. Mas eu não fora ao Largo para rever esse dotado renascentista de dois mundos e de linhagens nobres, em estátua...




Fôramos simplesmente ver a exposição de Pedro Chorão (1945) na Galeria Monumental.
E, ao contrário do que li sobre a mostra, há um novo caminho embora em sequência da penúltima exposição, mas em ruptura com a anterior e última exibida na Sá da Costa, recentemente.
Evocarei desta, hoje, os azúis, não tanto clarinhos ou quase translúcidos dos anos 80/90, mas uns azúis densos e fortes de agora que, aliados aos rosas, pareciam procurar agarrar a alegria.
Depois há a competência da idade, na pintura. Falamos por exemplo de Matisse ou Picasso. Saber que não acompanha os poetas, normalmente. Seres muito mais breves no seu exercício...

domingo, 8 de janeiro de 2023

Exposição de Pintura



No próximo dia 12 de Janeiro de 2023 inaugura-se, na Galeria Monumental (Campo Mártires da Pátria, 101, Lisboa), uma exposição do pintor Pedro Chorão (1945) sob o título Paisagem Continuada. A mostra decorrerá até 25 de Fevereiro próximo. 

quinta-feira, 3 de novembro de 2022

Para um aniversário



Com votos de um dia feliz e um ano pleno de realizações , para a Margarida Elias, no seu Memórias e Imagens, vão estes jarros numa sugestão virtual de alegria, de um estudo da pintora polaca Tamara de Lempicka (1898-1980).

terça-feira, 25 de outubro de 2022

Exposição



É já na próxima quinta-feira, 27/10/22, que se inaugura na galeria Sá da Costa, ao Chiado, uma nova exposição de pintura de Pedro Chorão (1945), sob o título de Ventanias.

terça-feira, 20 de setembro de 2022

Osmose 127

 


Olho para as mãos: entrecortadas de sulcos por onde a água já não corre, mas apenas um suor envelhecido.
Uma palavra basta, muitas vezes, para interromper o desastre, a má notícia. Ou abrir à força, irreal mas propícias, alvas novas frescas de outro ano a que chegamos, quase sem dar por isso. O eterno é sempre para adiar, realisticamente, por algum tempo. Mortal, embora.

segunda-feira, 19 de setembro de 2022

Antologia 10



6ª lição

A nós nos lemos quando estamos lendo
na habitual penumbra desta sala.
(...)

Fernando Echevarría. in Poesia, 1980-1984.

terça-feira, 28 de junho de 2022

Contiguidades

 

Fernando sempre me foi um nome agradável. Desde tenra idade. E o contraponto feminino, também.
Penso seriamente que a geração espontânea não existe, e a ligação ou associação mental (em arte, sobretudo) é recorrente, fecunda e muitas vezes sugestiva.
O pintor colombiano Botero (1932) e o francês Léger (1881-1955) privilegiaram de algum modo, na sua obra, a obesidade humana ("gordura é formosura", dizia-se...), para além de terem o mesmo nome de baptismo. As luxuriantes e nédias flamengas de Rubens podem também inserir-se nesse excesso carnal.
O pintor inglês William Roberts (1895-1980), sendo mais comedido e nem tendo o mesmo nome, não deixa de os lembrar, neste quadro de 1939. Que a leiloeira Christie's pôs à venda, aqui há uns bons anos, por uma estimativa entre 10 e 15.000 libras.