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sábado, 27 de setembro de 2025

A evitar, absolutamente (8)

 


A Fundação Francisco Manuel dos Santos edita, de há um tempo a esta parte, uns livrinhos a cuja colecção deu o nome de Retratos da Fundação, e que já vai em 89 títulos. Tenho 25 obras muito diversas, que vão desde ficção até monografias, com qualidade e interesse variável. Os livros têm preço módico e podem, normalmente, ser adquiridos nos supermercados Pingo Doce.
Há pouco, comprei três obras saídas recentemente. Se dois dos livrinhos valeram muito a pena, o terceiro (capa em imagem acima) foi um barrete monumental. Parece um relatório burocrático e oficial, só lhe falta ter sido escrito em papel selado. E é de uma vacuidade total.
O livro é de desaconselhar em todos os sentidos.

segunda-feira, 11 de abril de 2022

Últimas aquisições (37)



Os livrinhos têm quase todos um ar simpático, um grafismo cuidado e de bom gosto. Além disso, os temas abordados não são vulgares, antes singulares. São tratados de modo muito próprio pelos autores e os pequenos volumes têm um preço tentador: 3,15 euros. Um aliciante para os fãs que coleccionem marcadores: cada obra possui um (tipo postal) alusivo ao assunto tratado no texto.
Remato, da última vez que fui ao sítio do costume, arrebanhei estes 3 (capas em imagem) e trouxe-os comigo. Não me arrependi, até agora.



quarta-feira, 8 de junho de 2016

Mercearias Finas 113


Li há dias que o ano de 2011 terá sido generoso e bom para quase todas as regiões demarcadas portuguesas, no tocante aos vinhos produzidos. Ainda me lembro da década prodigiosa que foram os anos 60, do século XX. Porque os 70 foram de uma miséria franciscana... Mas, dantes, era fácil sabê-lo quer pelos prémios da Junta Nacional do Vinho, quer pelas Vintage declaradas, no Douro. Hoje, quase todos se fecham em copas e nós, os amadores, andamos às cegas.
Vou tirando, no entanto, as minhas conclusões e atrevo-me a afirmar que, para vinhos brancos, o ano de 2015 foi fracote. Dos três que já provei, achei-os muito inferiores ao habitual. Até o Colheita Especial 2015, branco, da Adega de Pegões, que costuma assegurar alguma qualidade, deixa muito a desejar. Está chocho.
Era um vinho branco que desde, pelo menos 2008, custava no sítio do costume, sempre 2,99 euros. Pois está em promoção, e a 2,49 euros, presentemente - um bodo aos pobres, aparentemente.
Esse grande patriota, que dá pelo apelido de Soares dos Santos e que já foi patrão do P. D. e do António Barreto, deve ter-se apercebido da pobreza da colheita e mandou rebaixá-la, talvez por interposta pessoa, nas gôndolas das suas superfícies. Para os pategos galegos escoarem esta colheita de 2015, e ele poder mandar os seus habituais proveitos para a Holanda... Deus o abençoe, na sua infinita misericórdia!

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Dos jornais


Caridade, ou uma nova sucursal do Banco Alimentar contra a Fome?

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Os Fariseus


O jornal Expresso online titula, hoje: "Pingo Doce: produtores pagam a fatura do 1º de maio".
Seguem-se declarações de João Paulo Girbal, presidente da Centromarca - Associação Portuguesa de Empresas de Produtos de Marca, prestadas numa entrevista à TSF, dizendo que o PD começou a "negociar" com os produtores um abaixamento de preços entre os 2% e os 3,5%, nas compras. Forma encapotada, segundo J. P. Girbal, de pagar "as promoções" caridosas do 1º de Maio de 2012, à carenciada população lusa.
Entretanto a Autoridade da Concorrência, recebido oportunamente o relatório da A. S. A. E., do alto da sua torre de marfim, aos costumes não disse ainda nada... Mas que grandes cómicos. Ou Tartufos, como lhes chamava Moliére. Acabo com Fernando Assis Pacheco: "Não posso com tanta ironia..."

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Da janela do aposento 11: O Senhor Soares dos Santos e os Arrumadores



Já lá vão os tempos em que, com depreciações de "radical" ou "intransigente", procuraram calar uma voz que tentava desenvolver um pensamento próprio num panorama de ensino cada vez mais acrítico e alinhado.
Do mesmo modo, a comparação estabelecida, no título, pode parecer "radical" para aqueles que, por comodidade ou ignorância, preferem não interpelar os sinais do tempo.
Sucede que o grupo JM, na tentativa de concentração desenfreada e aproveitando um momento de crise, vai lançar mais uma campanha para combater "a fome de séculos". No entanto, e contrariando algumas almas bem intencionadas, a "fome" é mais espiritual que material, porque a implantação das lojas da cadeia JM se situa mais em zonas abastadas do que remediadas.
Quem perde é a liberdade individual e a democracia. O ataque da JM aos produtores e ao pequeno comércio encaminha-nos, a prazo, a uma liquidação na variedade de escolha de produtos alimentares, como, aliás, aconteceu na Alemanha. 


O que une, então, um "penteadinho", abastado e um arrumador "remediado", i.e., dois fenómenos, aparentemente, tão díspares? Pura e simplesmente o mesmo expediente: furar com descontos/promoções/moedinhas a autoridade do Estado, ou seja, ludibriar as entidades competentes que se acomodaram ao fenómeno. Quem perde é a Democracia e o direito do cidadão à livre escolha e ao uso do espaço público sem restrições indevidas. 
E como a "fome espiritual" vem de cima, encontra-se "gentinha" a entregar a chave da viatura ao arrumador para escapar ao pagamento do estacionamento ou com medo do "risquinho" no carro. Existe melhor para exemplificar o "perfil" do consumidor "abastado" ou com vontade de o imitar, na rua ou nas lojas da JM ?
De facto, a intransigência tem custos. Cortar, radicalmente, com este tipo de expedientes que são flagelos de um entendimento perverso da Democracia e que, aos poucos, vão minando a nossa liberdade, limitando a variedade no uso e no fruto dos bens e na circulação no espaço comum.

Post de HMJ


quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Ponto de situação


Eis o ponto de situação, sucintamente:
a) as agências de ratos continuam a fatiar a CEE, roendo gradualmente, um a um, os países para destruir o euro. Os líderes (?) europeus, refastelados, continuam a dormitar, sossegadamente...
b) em Portugal, foi hoje assinado o acordo de concertação social. Eu chamar-lhe-ia de "desconcertação". A CGTP, avisadamente, não o subscreveu. O eng. Proença assinou. Estamos praticamente com leis de trabalho do período post-primavera marcelista. E "riase la gente", como dizia Gongora...
c) O sr. Alexandre ganhou um prémio da revista "Exame", pela excelência do seu "sítio do costume". Os seus assalariados guarda-costas intelectuais, engajados, Raspoutine Barreto e poeta Moura, devem bater palmas...
d) O sr. Belmiro engendrou uma negociata continental com a EDP para, estrategicamente, os clientes de energia, portugueses, que teriam custos controlados até 2015, se assinarem o novo contrato, os perderem em 2013. Os chineses, disfarçadamente, devem estar a rir-se, e o cego pagode luso deve estar a babar-se com a caridade capitalista dos 10% de desconto, assinando freneticamente os novos contratos...
e) Os "Indignados", como eu tinha previsto, deixaram de se fazer ouvir e não têm sido notícia. Nem já aparecem nos telejornais, a fazer declarações. Não dão sinal de si. Devem ter recolhido a casa dos pais, por causa do frio deste Inverno. Ou, então, teriam passado à clandestinidade? Vamos ter fé, quando vier o sol da Primavera, eles desibernam... 

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O senhor Alexandre e o senhor Belmiro


O senhor Alexandre, tripeiro, e o senhor Belmiro, canavense, embora da província, são internacionalistas. Se o primeiro não conseguiu acabar o curso de Direito, o segundo, com algum sacrifício da família, fez-se engenheiro. Daí que o primeiro se tenha dedicado apenas ao comércio de secos e molhados, e o segundo, além do comércio, também se tenha interessado pela indústria.
Como internacionalistas, vão a par com Estaline ou Ronald Reagan, bebem de Marx ou Keynes (tanto faz), conforme os estados de alma: joaninhas (Biedronka) na Polónia, euros para a Holanda, rapidamente e "em força" (Salazar dixit).
Estes senhoritos têm o perfil ancestral de Miguel de Vasconcelos, a alma de um albergue espanhol, o aventureirismo de um contrabandista sonolento que não quer arriscar, o oportunismo de um negreiro, o ideal cristão de uma dona de um bordel, a desvergonha de um barregão. Mas, ao mesmo tempo, pregam a ética nacionalista, que quase pede meças ao nazismo. São os puros, os limpos de sangue, os santos...
É, por isso, estulto pensar que o senhor Alexandre e o senhor Belmiro deixassem o seu rico dinheirinho em Portugal.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Resposta cívica: Evitar o "Pingo Doce"

Este "nosso" E.A. Soares dos Santos é tão pouco doce, como são os "seus" amigos internacionais e os criados de servir das "agências de ratos". Cursiosamente, também lá se encontra o futuro Presidente da Fundação Calouste Gulbenkian.
Primeiro motivo da resposta cívica:
a fuga do dito senhor - salvo seja - para a Holanda, evitando a "partilha dos sacrifícios" impostos aos portugueses, evadindo-se para paraísos fiscais e aproveitando-se de um truque inacessível ao comum dos mortais.
Segundo motivo da resposta cívica:
a má-criação da personagem em epígrafe, desrespeitando, durante o ano passado e com impropérios, órgãos do estado, democraticamente eleitos, revelando, quiçá, o seu verdadeiro carácter face ao país que, em parte, lhe proporciona os lucros.
Ora, como são os consumidores que lhe compram os produtos, a resposta será, obviamente, cívica.
Não há nada como alinhar nos movimentos cívicos do centro da Europa que, face ao poder das grandes superfícies, se abastecem, de frescos, nos mercados próximos e nos talhos ainda sobreviventes. Pena é que, por enquanto, não haja hipótese, para os apreciadores de vinhos lusos, de se abastecerem, directamente, do produtor, quebrando, desta forma, o conluio das ditas cadeias em detrimento do produtor. Seria uma tarefa benéfica para "Álvaro", o nosso ME, se não andasse ocupado com tanta coisa.
Para os responsáveis da UE, e o "nosso" José Manuel Barroso, em particular, seria altura para acabar com este tipo de expedientes - sejam eles da Madeira, da Irlanda ou da Holanda, e até Suiça - a bem dos cidadãos europeus, fim último para que as diversas estruturas europeias foram criadas.
Post de HMJ