Mostrar mensagens com a etiqueta Pinacoteca Pessoal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Pinacoteca Pessoal. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 10 de março de 2026

Pinacoteca Pessoal 220

 

Não sendo um pintor muito conhecido ou referido, Petrus van Schendel (1806-1870) é um artista singular e romântico dos Países Baixos, que se especializou em cenas nocturnas. De tal modo que, por graça, lhe chamavam: Monsieur Chandelle. Os seus estudos ocorreram na Academia de Antuérpia.



O quadro reproduzido acima, Feira dos Livros, de 1852, é exemplificativo do seu profissionalismo e minúcia de execução.
Anote-se, por curiosidade, o lado prolífico do artista que teve 15 filhos, treze dos quais com a primeira mulher...

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Pinacoteca Pessoal 219

 

Com Giorgio Chirico, Carlo Carrà (1881-1966) representa o que há de melhor na chamada Pintura Metafísica, muito embora os temas representados nas suas pinturas tenham um âmbito menos alargado que os do seu colega também italiano.




A partir de meados dos anos 20 porém a sua obra sofre um inflexão para um tipo de realismo algo influenciado por Giotto, que Carrà muito admirava, e pelos mestres do Renascimento.





sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Pinacoteca Pessoal 218

 

William Nicholson (1872-1949), pintor inglês, distribuiu a sua actividade também por outras formas artísticas, tais como gravador, cenarista e até ilustrador de livros, sobretudo infantis. Em todas elas revelou um grande talento. Era sobretudo um bom pintor de naturezas mortas e um retratista.




A sua aprendizagem fez-se, indirectamente, com Joshua Reynolds, mas foi também encorajado por James Whistler. Tendo contribuído para a aprendizagem de Churchill, que o tinha em grande consideração. 



Chamo a atenção especial para a gravura que William Nicholson fez da rainha Victória e do seu cão.

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Pinacoteca Pessoal 217


 
Não tendo sido precoce o início da carreira e vocação do pintor francês Henri Matisse (1869-1954), o facto não impediu que a exigência do artista se tivesse exercido desde cedo sobre a qualidade daquilo que saía do seu pincel. O primeiro nihili obstat terá sido a natureza morta "Livros e castiçal", de Junho de 1890, que ele terá considerada digna de autenticar e de que nunca se separou, enquanto vivo.



quinta-feira, 23 de outubro de 2025

Pinacoteca Pessoal 216



Nascido em Paris, mas de ascendência inglesa, o pintor Alfred Sisley (1839-1899) foi no início da sua carreira influenciado por Corot, mas cedo adquiriu estilo próprio, mantendo uma postura impressionista original.




Predomínio da cor sobre a forma, Alfred Sisley foi, fundamentalmente, um paisagista.



quinta-feira, 11 de setembro de 2025

Pinacoteca Pessoal 215

 


Autodidacta e modernista, Mário Eloy (1900-1951) entrou tarde na profissão e tem, pela sua curta vida e feitio, uma obra pequena que abrange apenas cerca de 100 pinturas e 300 desenhos. A exigência pessoal e ânsia de perfeição levaram-no a que destruisse muitas telas. O que ficou, no entanto, permite ver um estilo muito pessoal e os temas singulares da sua obra.




A ocorrência de perturbações mentais levaram a que Mário Eloy fosse internado na casa de saúde do Telhal, onde veio a falecer prematuramente.


terça-feira, 12 de agosto de 2025

Pinacoteca Pessoal 214

 

Juan Sánchez-Cotán (1561-1637) foi um pintor espanhol nascido em Orgaz, que veio a falecer em Granada. Artista barroco, veio a distinguir-se sobretudo pelo realismo que imprimiu às suas Naturezas Mortas, que encenava previamente. Professou como monge da Cartuxa em 1603.



Nos últimos anos de vida, naturalmente, dedicou-se também a pinturas de temática religiosa.



quinta-feira, 15 de maio de 2025

Pinacoteca Pessoal 213

 

Amigo de Pablo Picasso e, ao que se diz, inicialmente, influenciado por Seurat, o italiano Gino Severini (1883-1966) adoptou a partir de certa altura, e até ao fim da vida, uma postura neo-clássica na sua obra, abandonando a perspectiva inicial de modernismo futurista.
Uma serenidade marcante ressalta de muitas das suas pinturas. Da sua obra, para além do auto-retrato, escolhi este Pierrot Músico, de 1924, que pertence ao museu Boymans-van Beuningen, de Roterdão.



segunda-feira, 17 de março de 2025

Pinacoteca Pessoal 211

 

Apelidada pelos seus próximos como Reds, pelos seus cabelos ruivos, Helen Torr (1886-1967) foi uma pintora modernista norte-americana, bem como uma desenhadora com obra original, amiga de Georgia O'Keeffe (1887-1986) que, provavelmente, influenciou também a sua carreira.



A ausência de figuras humanas nos seus trabalhos caracteriza o lado abstrato como predominante e singular. Em vida, fez apenas duas exposições, pelo que a maior parte da sua obra se manteve inédita até à sua morte.



sábado, 1 de fevereiro de 2025

Pinacoteca Pessoal 210

 

A informação virá atrasada, porque a exposição de pintura, com cerca de 70 quadros de Gustave Caillebotte (1848-1894), no Museu d'Orsay (Paris), encerrou no passado dia 19 de Janeiro. E, aqui pelo Arpose, já faláramos do artista, a 18/8/2013, a propósito das vicissitudes da sua herança, rica em pintores coevos e amigos.




Mais do que impressionista, Caillebotte foi um expressivo e realista pintor de interiores, com uma predilecção por figuras masculinas. Tantas vezes esquecido, o seu "reaparecimento", deu-se a partir da retrospectiva da sua obra acontecida nos E. U. A., em 1977. E agora, mais recentemente.



domingo, 5 de janeiro de 2025

Pinacoteca Pessoal 209

 

Membro importante do grupo Dada, o caricaturista e pintor alemão George Grosz (1893-1959) naturalizou-se e fixou residência nos Estados Unidos em 1933, tendo regressado a Berlim pouco antes de falecer.




O seu traço agressivo, pioneiro das linhas ainda mais agrestes de Jean Dubuffet (1901-1985) - na minha opinião - serviram para sublinhar o lado satírico das suas obras ou até, talvez, alguns apontamentos moralistas e críticos sobre a sociedade alemã do seu tempo.





O que, no entanto, não o impediu de autenticar com o seu nome alguns retratos muito originais de artistas seus contemporâneos ou amigos: o poeta anarquista Max Herrmann Neisse e Felix J. Weil, respectivamente.

segunda-feira, 4 de novembro de 2024

Pinacoteca Pessoal 208

 

Por vezes os genes artísticos propagam-se para as gerações seguintes. Ou, ao menos, o sentido estético sucede-se de forma familiar. O pintor amarantino António Carneiro (1872-1930), que teve dois filhos, parece ter transmitido a vocação artística a ambos. Ao mais velho, Cláudio (1895-1963), o lado musical; ao mais novo, Carlos Carneiro (1900-1971), parece tê-lo dotado de gosto e engenho para a pintura. Deste último, ainda lhe cheguei a ver algumas mostras vimaranenses, muito agradáveis.




As paisagens de António Carneiro, muitas delas marinhas, estão marcadas por uma serena suavidade transcendente que, de algum modo, definem um estilo expressionista (?) e parecem querer ganhar a alma de quem as vê.


quarta-feira, 2 de outubro de 2024

Rafael e o unicórnio

 

Era um tema recorrente em pintura, antigamente, a representação da figura lendária do unicórnio. Rafael Sanzio (1483-1520) também não escapou ao seu fascínio e, cerca de 1506, retratou-o a acompanhar uma dama. O quadro pertence à Galeria Borghèse, mas como esta pinacoteca italiana está em obras, a pintura foi emprestada ao museu Jacquemart-André (Paris), onde se encontra em exposição até 5/1/2025. 

terça-feira, 17 de setembro de 2024

Pinacoteca Pessoal 207



Composta apenas por 66 pinturas e 8 desenhos, ao que consta, a obra do pintor austríaco Richard Gerstl (1883-1908) acompanhou a dimensão e brevidade da sua própria vida, a que pôs termo com 25 anos de idade. Inicialmente influenciado por Gustav Klimt, cedo assumiu um estilo próprio original. 



Um pouco esquecida, a pintura de Gerstl teve um ressurgimento de notoriedade, merecida, nos anos 30. O mais importante da sua obra conserva-se à guarda do Museu Leopold, de Viena de Áustria. Incluíndo o famoso retrato das irmãs Frey (1905).