
A Praça do Município, em Lisboa, aquando da chegada do corpo de José Saramago, hoje, cerca das 14,30hrs., não estava sequer cheia pela metade : a) Se o PCP quisesse encher o Largo, tê-lo-ia feito sem a menor das dificuldades.
Ouvi os testemunhos, ou li as declarações de Cavaco Silva, José Socrates e Zapatero sobre o Escritor: b) Nota-se a diferença e qualidade do texto castelhano.
Lembro-me das observações e censuras da hierarquia da Igreja Católica sobre José Saramago, depois da publicação de alguns dos seus livros: c) "O Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC), da Igreja Católica, divulgou ontem um comunicado no qual manifesta « o seu pesar na morte de José Saramago, grande criador da língua portuguesa e expoente da nossa cultura.». "( "Público" de 19/6/2010).
Palavras para quê?, mas, mesmo assim, concluo este brevíssimo balanço: d) José Saramago era um Homem independente, pensava pela sua cabeça, não agradava aos medíocres nem aos hipócritas, não transigia e afirmava, sempre e corajosamente, as suas convicções. Não ficou a dever nada a ninguém, senão a Pilar del Rio, mas Portugal tem uma dívida grande para com ele.