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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Transições (2)


"Bosch é muitas vezes olhado como o último pintor da Idade Média, em que os dogmas da Igreja ainda se mantêm, enquanto Brueghel surge como pioneiro, como o céptico visionário da Idade Moderna."

Joseph Leo Koerner (1958), in Bosch and Bruegel.


Não resisto ao comentário de uma breve nota. Se a "Carroça de Feno" (Bosch) espelha, claramente, o cortejo de fantasmas e temores medievais, bem como a imaginação delirante, de cariz religioso, o quadro de Pieter Brueghel ("O camponês e o ladrão de ninhos") não deixa de expressar, alegremente, um realismo liberto da proibição de regras e dogmas, muito dirigido ao gosto de viver. A que não falta, cúmplice e dialogante, o dedo apontado à atenção do espectador, porventura desatento... Em qualquer dos casos, obras-primas da pintura europeia, que me apraz aqui deixar em imagem e arquivo.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Adagiário CXXI : bruegheliana (12, e última)


Último dos pratos de madeira, e talvez o mais brejeiro, dos pintados por Pieter Brueghel, a legenda, em neerlandês (ou flamengo), regista: Tegen de maan pissen. E, nas correspondentes várias, traz as seguintes equivalências:
- Pisser contre la lune (francês).
- Den Mond löschen (alemão).
- To «shoot» the moon (inglês).
As versões alemã e inglesa, traduzidas para português, dariam qualquer coisa como: atingir ou apagar a lua. A francesa é bem mais crua e reproduz a legenda original: urinar contra a lua.
Em qualquer dos casos, para mim, a interpretação mais provável seria: levar a cabo uma tarefa inglória, ou condenada ao insucesso. E, a mais, não chego. Mas seria essa a intenção da metáfora pintada por Brueghel? É o que, em bom rigor, nunca saberemos, ao certo...

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Adagiário CXIX : bruegheliana (11)


Penúltimo dos doze pratos de madeira pintados por Brueghel, esta ilustração também não será  de fácil interpretação. O homem de avental deita, ao que parece, de um cesto vindimeiro, um líquido com detritos para um enorme buraco quase cheio - por aqui, não se irá muito longe...
O ditado, legenda ou expressão popular flamenga regista: De put dempen als het kalf verdronken is. Qualquer coisa como, literalmente: Fechar o estábulo quando os bois (cavalos?) já estão fora.
Eu arriscaria como correspondente, em português: Depois de casa assaltada, sete trancas à porta. O busílis é saber, concretamente, o que é que o homem estaria a fazer, na ideia de Brueghel.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Adagiário CXVIII : bruegheliano (10)


O prato de madeira, pintado por Pieter Brueghel, tem a seguinte legenda flamenga: Zich onder een blauwe huik verbergen. Correspondente, em português, mais ou menos a: esconder-se sob uma capa azul - quase literalmente. A minha interpretação leva-me a pensar que quereria dizer: disfarçar-se um lobo em forma de cordeiro, para alcançar melhor os seus objectivos. Será? Não consigo melhor...

Actualização de 25/1/13: por amável sugestão de AVP, aqui vai a interpretação dele (que me parece credível e bem sólida) - "Quem tem capa, sempre escapa". O ditado português tem ainda outra versão com aditamento: "...e quem tem gabão, escapará ou não". Aqui fica, com agradecimentos a AVP.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Adagiário CXVII : bruegheliano (9)


Por sugestão, que me parece avisada, de HMJ, a legenda flamenga (Niet kunnen ligden dat de zon in 't water schijnt) deste prato de madeira, decorado por Pieter Brueghel, o Velho, poderia ter equivalência, em português, à expressão : "Tapar o sol com uma peneira". Parece-me apropriada à ilustração, pelo menos.
Embora o Museu Mayer van den Bergh (Antuérpia) dê pistas, através da língua inglesa (To be like the dog in the manger) e do francês (Être comme le chien du jardinier) que, não sendo o mesmo, se aproximam do significado de fazer uma coisa de forma pouco apropriada. Creio que não andaremos longe da antiga expressão flamenga, nem da intenção pictórica de Brueghel.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Adagiário CXV : bruegheliano (8)


Começou o busilis porque, a descriptagem deste e dos próximos anexins, só por especulação a posso fazer. Não há correspondência muito directa com ditados portugueses, neste prato de madeira ilustrado por Brueghel. A legenda flamenga regista: Achter het net vissen. Qualquer coisa como: Chegar demasiado tarde. A imagem reproduz um pescador com uma pequena rede sobre uma superfície aquática que parece ir desaparecendo, enquanto há uma outra rede (de arrasto?), maior, que, provavelmente pescou tudo o que havia de peixe, para pescar... Faz-me lembrar os pescadores espanhóis, na costa algarvia, que limpam tudo na sua pesca de arrasto (deficientemente fiscalizados pelas autoridades portuguesas), deixando pouquíssimo peixe para a anacrónica e fraca frota pesqueira nacional.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Adagiário CXIV : bruegheliano (7)


Consta da inscrição flamenga: De huik naar de wind hangen. Qualquer coisa  como: Pôr a capa contra o vento. Que, no meu modesto entender, poderá significar: fazer uma coisa de forma errada. A mais não chego. De qualquer forma, estas pinturas de Brueghel, sobre pratos de madeira, têm algum humor, sempre.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Adagiário CXIII : bruegheliano (6)


Mais um dito, ou ditado popular, flamengo ilustrado, em metáfora pictórica, por Brueghel, num prato de madeira. Como o anterior, o seu significado parece-me obscuro. A expressão ou provérbio diz: De kat de bel aanhangen, ou seja -  Pôr o guizo ao gato. Arrisco a hipótese de querer significar: o aplicar medidas desajustadas ou tomar decisões erradas.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Adagiário CXI : bruegheliano (5)


Aqui fica a quinta escolha que fiz, dos 12 pratos de madeira com expressões populares, pintados por Brueghel. O adágio não será muito claro, hoje em dia: "Sentar-se (ou, cair) entre duas cadeiras" (Tussen twee stoelen in de as zitten). Na minha leitura, ou interpretação (discutível), adaptar-se-ia a pessoas que não se decidem; que, entre o sim e o não, preferem dizer: nim... Ou que são excessivamente diplomáticas e, por isso, evitam tomar partido, entre 2 opções.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Adagiário CX : com Brueghel


Mais de 4 séculos passados, sobre estes ditados ou expressões populares, com que Brueghel ilustrou os 12 pratos de madeira, alguns deles perderam talvez pertinência e actualidade. Outros, ainda, são já de difícil interpretação. Não será o caso deste, que seleccionamos para hoje e nos diz: "Levar numa mão o fogo,  noutra mão a água" (In de ene hand vuur, in de andere water dragen). Que, no meu entender, significa que devemos usar de prudência nas nossas acções ou caminhos que tomarmos.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Adagiário CIX : Brueghel, de novo


Da mesma proveniência, mais um prato de madeira pintado por Brueghel. Poderia talvez ilustrar a forma e vontade com que nos levantámos, à segunda-feira, para ir trabalhar. Não será o caso, no entanto, porque a legenda é apenas, em português, qualquer coisa como: "Dar com a cabeça nas paredes". Ou reproduzindo, em flamengo e no original: Met het hoofd tegen de muur lopen.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Adagiário CVIII : para JAD e MR


Mais um provérbio flamengo, sugestivamente, ilustrado num prato de madeira, por Brueghel, o Velho, e que se conserva no Museu van der Bergh, de Antuérpia. O anexim diz, mais ou menos: A bebida e o jogo dão cabo do bom nome e levam à miséria. Ou, em flamengo: Drank en spel leiden tot armoede en slechte naam.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Adagiário CVII : Brueghel, o Velho


Brueghel (1525?-1569) dedicou particular atenção aos provérbios flamengos, que o inspiraram para a execução de algumas obras notáveis. Decorou, por exemplo, 12 pratos de madeira, de uso corrente, com ditados populares, que se encontram, hoje, no acervo do Museu Mayer van den Bergh, de Antuérpia. Mostra-se um deles, que personifica o adágio flamengo: Rozen voor de zwijnen werpen. O equivalente, em português, a : "Dar pérolas a porcos".

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Pinacoteca Pessoal 40 : Pieter Brueghel, o Velho

Aqui perto, em Wuppertal, anunciam uma mostra de Rubens, que pouco me tenta. Entre flamengos, escolheria Brueghel (1525?-1569), de que gosto bastante mais. Como deste quadro insólito, de cerca de 1550, intitulado: "Extraíndo a pedra da Loucura, ou uma Cirurgia à Cabeca". Que pertence ao Museu Sandelin.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Adagiário LXXXIII : Línguas (em sequência do poste "...da arca encontrada")


1. A língua bate onde o dente dói.
2. A língua fala à custa da cabeça.
3. Com dinheiro, língua e latim, vai-se do mundo até ao fim.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Divagações 10 (a propósito de um epitáfio)


Cedo entendi, com a experiência, que a admiração excessiva leva à cegueira acrítica e pode conduzir, nalguns casos, à implantação ou fortalecimento de tiranias. A credulidade naïf pode trazer o fanatismo e a beatice traz, em si, mesmo que involuntariamente, o dogmatismo exagerado à mistura com alguma hipocrisia. Os franceses têm sobre este tema uma frase muito apropriada: "ce n'est pas amour, c'est rage!"
É muito frequente ver-se, nos nossos cemitérios, epitáfios que incluem a frase: "...com a saudade eterna de..." Sempre me pareceu um equívoco, uma irrealidade ou leviandade humana esta promessa, sem limites. E se estas palavras partem de uma alma religiosa que acredita, será uma ironia - então não se irão juntar na eternidade? onde é que há lugar para a saudade?
Com o Tempo quase tudo se relativiza, infelizmente talvez. A recordação e a saudade dela durarão, no máximo, 2 ou 3 gerações. Das pessoas e dos factos. O afecto não é transmissível, nem o podemos enxertar nos outros seres humanos, com a intensidade com que o vivemos.
Embora eu respeite a data de 5 de Outubro, não a vivo com a intensidade com que lembro o 25 de Abril. Que, por sua vez, para os meus netos (se os vier a ter) será porventura e apenas uma data histórica. Sem mais.

domingo, 12 de setembro de 2010

O Albergue espanhol


Quando em 1996, vendi ao meu amigo Palma o apartamento que tinha na Caparica, já a minha relação com o Engenheiro Silva Mascarenhas era próxima e agradável. Vizinho e bastante mais velho do que eu, casado e sem filhos, falava, estremecidamente, de um sobrinho que seria o seu futuro herdeiro. Este seu familiar era enfermeiro-chefe num dos Hospitais Civis de Lisboa. E, num sábado de 1995, lembro-me que vim a conhecer este profissional de saúde, de nome Casimiro, que, desde logo e intimamente, apelidei de "Poil de carotte". Além de ruivo, era muito baixo, falava muito pouco, era míope e bisonho. Contrastava com o Engenheiro que era extrovertido, moreno, altíssimo e simpático. Concluí que era sobrinho de afinidade, porque a Dª. Amélia Mascarenhas também era pequenina e míope.
Perdi-lhes o rasto até Junho passado, quando o meu amigo Palma, poeta naïf de horas vagas e publicitário de algum sucesso, me telefonou com voz sobressaltada e suplicante, perguntando:"- Será que posso aboletar-me, na tua casa de Lisboa, por uns dias?" E eu preocupado:"- Quando?" Retorquiu-me: "- Podíamos almoçar amanhã, que eu explicava-te..." Anuí.
Pensei que era negócio de saias. Palma já ia no seu quinto caso conjugal, com magnética propensão para estrangeiras. Ainda conheci, bem, a primeira esposa dele, que era sueca, intelectual, álgida e séria. Elegantíssima no seu metro e noventa. Depois, das restantes companheiras de Palma, já não me recordava de nenhuma...
Fomos almoçar ao "Bueno" uns "tacos" acompanhados de uns feijões vermelhos muito apurados. E um "Muralhas", fresquíssimo, para atenuar o ardor. Rui Palma pôs-me ao corrente da penosa situação. Ao longo de quase duas horas, contou-me tudo, tim-tim por tim-tim. Passo a sintetizar o que ele me disse, antes de eu lhe entregar a chave do apartamento de Lisboa, e de nos despedirmos.
O Engenheiro Silva Mascarenhas morrera há dois anos. Um ano depois faleceu a esposa, Dª. Amélia, roída de saudades. Em finais de 2009, o enfermeiro-chefe Casimiro ( a quem eu chamava "Poil de carotte"), sobrinho dos falecidos, tomou posse do apartamento da Costa da Caparica, colado ao do Rui e no mesmo 8ºandar, e começou a habitá-lo. Pouco depois, a Mãe de Casimiro, transportada em maca, passou também a lá viver.
De seguida - e ainda segundo o meu amigo Palma - vieram 2 brasileiros corpulentos que entravam e saíam às mais diversas horas. Iniciaram-se, por essa altura, ruídos nocturnos intensos, diariamente, que oscilavam entre o samba e o martelo-pilão, a macumba e o candomblé.
No primeiro andar, vivia uma senhora balzaquiana exuberante que passou a vir quase todas as noites, tocar à campaínha da ex-casa do Engenheiro, agora habitada pelo "Poil de carotte", respectiva mãe paraplégica, e dois brasileiros corpulentos. O meu amigo Rui Palma contou-me ainda que a dama tinha o marido quase paralítico, por causa de um AVC. Ao andar, arrastava, interminavelmente, a perna esquerda. Inicialmente, o meu amigo pensou que a balzaquiana vinha lavar a mãe do enfermeiro Casimiro, e prepará-la para adormecer. Mas não, a referida senhora ficava por lá até às 3 ou 4 da manhã, e o samba intensificava-se... Palma já não conseguia dormir, em condições, havia mais de uma semana - estava desesperado, insone, irritadiço e muito agressivo. Deixara de escrever versos e as frases publicitárias, de que precisava para viver, já não lhe saíam. Ia vender o andar que fora meu, e onde no apartamento, ao lado, havia a presença e paz celestial que emanava do casal Mascarenhas, de boa memória. A casa era agora o que se chama um "albergue espanhol" ou, talvez mais propriamente, um albergue luso- brasileiro...Pobre do Rui Palma!... Lá lhe entreguei a chave do andar de Lisboa e disse-lhe que estivesse à vontade, e lá ficasse o tempo que fosse preciso.
Mas duas semanas passadas, o meu amigo veio devolver a chave e agradecer-me. Vinha mais calmo, o enfermeiro-chefe Casimiro comprara-lhe o andar e ia deitar abaixo a parede separadora, para alargar as instalações...

sexta-feira, 19 de março de 2010

Parábola do velho Brueghel



E se a Grécia nos levar a todos?!...

domingo, 21 de fevereiro de 2010

W. H. Auden


W. H. Auden nasceu em 21 de fevereiro de 1907, na Inglaterra, e faleceu em 1973. É um dos grandes poetas do século XX. Já aqui falamos dele a propósito das metamorfoses das Artes. Neste caso, sobre um quadro do "Musée des Beaux Arts", em 2 de Janeiro de 2010 (Fascínio de temas entre as Artes), que motivou Auden a escrever um poema sobre a obra de Brueghel,"A queda de Ícaro". Hoje, vamos traduzir o poema para português acompanhado de uma gravação em que o Poeta diz, em inglês, esta mesma poesia.
Quanto ao sofrimento nunca se enganavam
Os Velhos Mestres: como compreendiam bem
A sua humana condição; como ela tem lugar
Enquanto alguém abre uma janela, come
Ou passeia, aborrecidamente, por ali;
Enquanto, os velhos, esperam respeitosa
Ou apaixonadamente pelo nascimento milagroso,
Haverá sempre crianças, indiferentes, esquiando num lago
À beira da floresta:
Eles nunca esqueceram
Que , mesmo perante um sacrifício, tudo
Deve prosseguir o seu curso
Algures numa esquina, num lugar pouco limpo,
Onde vão os cães com propósitos caninos e o cavalo
Do verdugo coça o rabo inocente numa árvore.
No Ícaro de Breughel, por exemplo: como todos ignoram,
Displicentemente, o desastre. O semeador
Ouviu o baque na água, o grito desamparado,
Mas para ele isto não era um fracasso importante;
O sol brilhava como devia sobre as pernas brancas
Que desapareciam pelas verdes águas;
E do rico e gracioso barco devem ter visto
Algo de fantástico: um jovem caíndo do céu.
Mas o barco tinha um destino e seguiu, indiferente.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Fascínio de Temas entre as Artes



Poucos quadros terão provocado o fascínio que "A Queda de Ícaro", de Pieter Brueghel, o Velho, exposto no Museu das Belas Artes, em Bruxelas, exerceu sobre tantos poetas.

A singularidade da obra reside, essencialmente, no facto de a figura de Ícaro - que dá nome ao quadro - ser quase imperceptível: apenas uma das pernas se lhe vê, fora das águas, porque o restante corpo está submerso. Por outro lado, quem trabalha não interrompe o que faz, apesar da queda (e morte) de um homem. A situação leva-nos, na sua origem, até um provérbio flamengo antigo que diz, mais ou menos, o seguinte: "Não é por um homem morrer que o lavrador deixa de lavrar."

É por aqui que W. H. Auden começa o seu poema "Musée des Beaux-Arts": "Sobre o sofrimento os antigos nunca se enganavam..." Além de Auden, também William Carlos Williams escreveu um poema sobre o mesmo quadro: "According to Brueghel/ when Icarus fell/ it was Spring..."; entre poetas de primeira água, Gottfried Benn tem dois poemas sobre o tema, e Michael Hamburger compôs "Lines on Breughel's Icarus". Muitos outros poetas abordaram, em verso, este célebre quadro: Edward Field ("Icarus"), Anne Sexton ("To a Friend whose work has come to triumph"), etc.

Em relação à obra de Pieter Brueghel, o Velho (1525-1569), que terá sido pintada entre 1555 e 1558, se não é rigorosamente segura a atribuição de execução ao pintor, é pelo menos certo, que a concepção do quadro lhe é atribuída, com segurança.