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segunda-feira, 3 de julho de 2023

Citações CDLXVII



De todos os países do mundo, a França é talvez aquele onde é mais simples ter uma vida complicada e mais complicado ter uma vida simples.

Pierre Daninos (1913-2005), in Les Carnets du Major Thompson (1954).

quarta-feira, 7 de abril de 2021

Citações CDLXII



As pessoas não reconhecem a sua, mas a felicidade dos outros nunca lhes escapa.

Pierre Daninos (1913-2005), in Un certain monsieur Blot (1960). 

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Inglaterra, uma perspectiva



Não estamos proibidos de pensar que, se a Inglaterra nunca mais foi invadida depois de 1066, terá sido porque os estrangeiros evitam lá passar os domingos. 

Pierre Daninos (1913-2005), in Les Carnets du Major Thompson (1954).

sábado, 16 de maio de 2020

Citações CDXXXIV


Como havemos de definir esta gente (os franceses) que passam os seus domingos a proclamarem-se republicanos e os dias da semana a adorar a Rainha de Inglaterra, que se dizem modestos, mas estão sempre a proclamar que detêm a chama da civilização [...], que guardam a França no seu coração, mas as suas fortunas no estrangeiro [...], que detestam que critiquem os seus defeitos, embora estejam continuamente a criticar os dos outros [...]

Pierre Daninos (1913-2005), in Les Carnets du major Thompson (1954).

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Curiosidades 21


Consultado Le Petit Larousse, o conciso dicionário francês é relativamente sucinto a explicar a palavra snobismo: "admiração por tudo o que está na moda". Ao contrário, o (grande) Larousse, citado por Pierre Daninos (1913-2005), no seu Snobíssimo (1964), é bastante mais prolixo e elucidativo. Assim:
"Snob: significa propriamente um sapateiro, um remendão. Compreende-se que se tenha podido dar, irrisoriamente, este nome àqueles que opinam a respeito de tudo sem nada saber. Outros vêem na palavra snob uma contracção de sine obolo, «sem vintém», outros a abreviatura de sine nobilitate; outros, finalmente, observam que os filhos de lordes eram inscritos nas listas dos colégios com a menção fil. nob. (filius nobilis), o que originou a denominação de nobs que lhes davam; os que se esforçavam por imitar os nobs teriam sido chamados quase-nobs e, por abreviatura, snobs. Não foi, como geralmente se crê, o Livro dos Snobs, de Thackeray, que introduziu este termo na linguagem corrente. Antes de o publicar, o autor de Vanity Fair tinha colaborado numa pequena revista humorística e satírica intitulada The Snob."

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O humor, segundo Daninos


A leitura recente, que tenho feito, de um livro de Pierre Daninos (1913-2005), Le Tour du Monde du Rire (Hachette, 1956), que é uma espécie de antologia abordando o tipo de humor de vários países, feita por diversos autores, tem-me feito reflectir sobre o riso e o sorriso. É um tema que sempre me interessou, desde que li o livro de Henri Bergson, sobre o assunto.
Sei, por conhecimento próprio que, um dos tipos de humor que mais aprecio, é o britânico. Com a sua carga de "non-sense", o seu lado negro, por vezes, cruel. Neste livro que ando a ler, André Maurois (bom conhecedor da cultura inglesa) cita uma história sintomática e típica do humor britânico: um cidadão londrino, perante uma forte tempestade no Canal da Mancha, que interrompe as comunicações marítimas, diz apenas: " o continente europeu está isolado!"
Mas também é um facto que, cada país, escolhe um bode expiatório de estimação para a troça que faz, rindo dele. O inglês privilegia o escocês, sobretudo, com temas sobre a avareza. O belga escolhe a Holanda. Portugal opta, algumas vezes, pela Espanha, quando se esquece dos alentejanos. O Brasil troça, normalmente, do português emigrante (nós, ainda não começamos a retribuir...). Parece que a França goza, às vezes, com a lentidão dos suiços. Os alemães centram algumas das suas melhores anedotas sobre os polacos. E assim por diante...

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Mark Twain, ao princípio da noite


Dois pequenos episódios que tem Mark Twain como interveniente:
1. Houve um encontro entre Mark Twain e Paul Bourget que ficou célebre. O escritor francês divertia-se a perorar sobre a falta de tradições da América, e dizia:
"Quando um Americano não tem mais nada que fazer, pode sempre entreter-se a fazer o levantamento da sua árvore genealógica, até ao seu avô..."
Ao que Mark Twain retorquiu:
"Sem dúvida, mas quando um Francês não tem mais nada de útil para fazer, pode sempre tentar descobrir quem terá sido o seu pai..."
2. Foi Mark Twain quem disse: "Há três coisas que uma mulher é capaz de fazer com, e por nada: "Um chapéu, uma salada, e uma cena doméstica."

Nota: retirado, e traduzido livremente de Le Tour du Monde du Rire, de Pierre Daninos.