Tal como as modas, também o cultivo das vinhas obedece a gostos temporais. Se a casta Códega do Larinho (transmontana de origem, creio), para vinhos brancos, vem colhendo muitas preferências nos produtores, actualmente, a celebrada Tinta Roriz (no Sul, Aragonês), que os espanhóis consideram imprescindível nos Vega Sicilia da Ribera del Duero (chamam-lhe Tempranillo), parece estar a ser menos cultivada, em Portugal.
Falta-nos um estudo amplo e detalhado sobre as castas de uvas lusitanas, apesar de, em relação ao território, sermos dos países europeus com maior diversidade de espécies autóctones. Mais de duas centenas, ao que se diz.
Chama-se Ampelografia, ao estudo e caracterização das cepas. E, nesse domínio, o monegasco e nonagenário Pierre Galet (1921) dá cartas, por este mundo fora. Com os seus amplos conhecimentos enológicos, publicou recentemente um Dictionaire Encyclopédique des Cépages em que caracteriza, descreve e explica uma enorme quantidade de castas de uvas. Nada menos de 10.000...