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domingo, 19 de abril de 2020

Uma fotografia, de vez em quando... (139)


Nascido na Califórnia, em 1988, o norte-americano Philip Montgomery pertence à nova geração de fotógrafos profissionais, muito embora tenha já uma longa carreira. Tem vindo a trabalhar para  a Vanity Fair, The New Yorker, entre outras publicações, algumas das quais estrangeiras (The Guardian, por exemplo).
Foi-lhe atribuído o prémio World Press Photo em 2019. 



Retratista talentoso, alguns dos seus instantâneos são famosos e reconhecidos. A sua actividade, ultimamente, ancorou-se na realidade da pandemia e no dia a dia dos hospitais norte-americanos.


terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Do que fui lendo por aí... 34


Não dará para inteiramente eu o recomendar, mas se o tempo de leitura tiver sido vertiginoso (como este foi) o balanço é, para mim, sempre positivo. Li Todo-O-Mundo (2007), de Philip Roth (1933-2018) entre as 16h00, de ontem, e ainda não eram as 23h30, descontando as funções humanas essenciais (refeições, etc.).
O livro não tem tempos mortos, o fluxo narrativo é ágil não deixando de ser denso, e a tradução (Francisco Agarez) pareceu-me competente. Pelo meio é que a obra, talvez pelo excesso de referências clínicas, às vezes, mais parece um vade-mécum de cirurgias cardíacas e correlativos cenários hospitalares.
Não fora isso...

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Últimas aquisições (7)


Tenho paciência bastante para, tranquilamente, esperar que, de autores recentes e modernos, as suas obras venham a aparecer nos alfarrabistas, embora usadas. Do processo, excluo por impaciência pessoal, apenas Steiner, Sebald, Magris e Manguel - e é tudo, creio. Que gosto de ler, mal sejam editados, em Portugal.
O resto, é uma questão de tempo e o preço, normalmente, compensa bem a espera. Tirando Los Sueños (Espasa-Calpe, 1952), de Quevedo, que aposentado na "salgadeira" (H. N. dixit), me custou apenas 1 euro, dei pelos outros 4 livros, que comprei ontem, aquilo que daria, pouco mais ou menos, por um deles, novo.


Vou assim também averiguar das excelências da escrita de Philip Roth (1933-2018), que muita gente incensa, e de quem nunca li nada.
Um único problema subsiste: em que lugar irei eu arrumar estes 4 livros, depois de lidos, quando a casa já está superpovoada e pejada deles?

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

A memória curta e o parolismo nacional


Deslumbramo-nos com monumentos e paisagens estrangeiros, e esquecemo-nos de ver e louvar os nossos; pomo-nos de cócoras perante acontecimentos que ocorrem lá fora, mas desvalorizamos os que por cá vão acontecendo; endeusamos os artistas de outros países mas, ingrata e parolamente, num terceiromundismo novo-rico, ignoramos os portugueses.
Mário Braga (1921-2016), nascido em Coimbra e falecido em Lisboa, no passado dia 1 de Outubro, teve alguma projecção como escritor, sobretudo de contos, nos anos 50/70, e esteve ligado ao grupo da revista Vértice. E era talvez o último sobrevivente dos neo-realistas e da geração do Novo Cancioneiro (Coimbra).
Pois, no passado domingo, 2/10/16, o meu jornal dedicava 4 ou 5 páginas a 2 escritores norte-americanos (Philip Roth e Saul Bellow). Quanto a Mário Braga e ao seu passamento, não fora o obituário - pago pela família - nada constaria.

sábado, 6 de outubro de 2012

Mais papistas do que o Papa

O episódio, curioso, vem referido em Le Nouvel Observateur (3/10/12). Philip Roth (1933) ao ver uma inverdade, na Wikipédia americana, sobre o seu romance The Human Stain, pediu ao seu biógrafo autorizado e oficial, Blake Bailey, que corrigisse a imprecisão na entrada sobre o seu livro.
A Wikipédia ("enciclopédia dos internautas imprecisos" - segundo o "Obs.") referia que a personagem Coleman Silk seria inspirada em Anatole Broyard, crítico norte-americano que sempre procurara esconder as suas origens afro-americanas. Ora, Roth desconhecia em absoluto o caso.
Boyle rectificou a entrada na Wikipédia, informando que o fazia a pedido de Roth. Mas a sua intervenção foi prontamente anulada pelos administradores da Wikipédia, que argumentaram que Philip Roth não era fonte "suficientemente credível para falar de Roth".
E o "Obs" remata: "Contrariamente àqueles que escrevem seja o que for..."