A italiana e mafiosa palavra omertá vem à colação a propósito do tema, mas não só. Ao longo da minha vida, os velhos de minha estimação e proximidade sempre me referiram o enfraquecimento da sua memória, alguns a puerilidade crescente das emoções, também a insegurança, a perda de forças e o cansaço progressivo, o balbuceio da voz e a cada vez mais difícil procura de expressão, outros o tédio do dejá vu e a repetição mesma dos grandes acontecimentos. Mais raros, me confidenciaram outras fraquezas mais íntimas, perdas de controlo, reacções infantis, incontinências...
Quando chegou a minha idade biológica de velhice, humildemente, procurei informar-me e preparar-me um pouco mais: li Cícero, Beauvoir... E todos eles eram omissos. Nenhum foi capaz de me informar,( malandros!), da fraqueza das pernas que sobrevém inexorável e fatalmente com os anos!
( Para que não me acusem de corporativismo, aqui fica o aviso aos mais novos. )