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sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Mercearias Finas 212

 
Os sabugos das unhas acabaram por ficar doridos, esbranquiçados do miolo das castanhas cozidas que fomos descascando depois do jantar: talvez 300 gramas, a que HMJ veio a juntar leite e uns pozinhos de noz moscada e, com a ajuda da varinha mágica, pulverizou na perfeição homogénea. Puré que há-de acompanhar as perdizes estufadas,  lá para o Natal. Porque lá diz o ditado: " quem vai ao mar, avia-se em terra."

sábado, 14 de dezembro de 2024

Divagações 200

 

Estava um frio danado quando saímos para ir ao talho. O Paulo, em vez de duas, tinha-nos guardado três perdizes. Já depenadas, que eu já não tenho pachorra para estar para ali umas horas, à mesa, a depená-las, laboriosamente. As bichinhas ficaram no congelador para a altura devida, da época natalícia.
Falta depois escolher um Dão macio pelos anos, ou um Douro amansado. Qualquer deles, tinto, de feição.

sábado, 3 de junho de 2023

Memória (enológica) 146



Pelo Fugas, do jornal Público de hoje, me vem a notícia de que foi posta à venda a mais recente edição (de 2014) da Reserva Especial da casa Ferreirinha, com o preço recomendado de 280 euros. Ainda me lembro que a sua "irmã mais crescida" Barca Velha, em finais dos anos 70, se vendia numa charcutaria da rua Alexandre Herculano, por cerca de Esc. 600$00. Também nessa altura eu não estava disposto a esportular tal maquia...



Sempre que, nas grandes superfícies, vou escolher vinhos, constato o curto espaço nas gôndolas ocupado pelos vinhos da Bairrada, que sempre foi (injustamente) uma região mal-almada, excepto na zona pelos seus habitantes. Mas também tenho verificado que o linear dos vinhos do Dão, muito celebrados antigamente, se tem reduzido substancialmente, nos últimos tempos.



Ganharam entretanto, e muito, os vinhos do Alentejo e do Douro. E os vinhos Tejo estão também a crescer. Eu vou-me ficando pelas minhas relíquias guardadas, como um muito bom bairradino tinto Sidónio de Sousa de 1998 (garrafa nº 10.328 de 16.000), com 12,8º, que, há dias, acompanhou umas perdizes estufadas. Com o esplendor devido, na sua maturação plena da casta Baga, e com os seus 25 anos de idade.

quarta-feira, 13 de abril de 2022

Mercearias Finas 177



Anho ou cabrito, pela zona geográfica crismado, o cordeiro está ligado indissoluvelmente à Páscoa como refeição privilegiada, até por razões litúrgicas. Nos últimos anos, nem sempre temos cumprido a regra e já vieram perdizes estufadas à mesa, no almoço de Domingo. Provavelmente no próximo encomendaremos uma dose de leitão a quem o assa, desde os 15 anos, à moda bairradinha e como deve ser. A experiência que tivemos anteriormente foi muito promissora e deixou-nos boca para mais...
No entretanto, e como faltam dias, dei com uns versos de Bocage (1765-1805), que falam de papas nas suas dúplices funções. Por aqui os deixo, por lhes achar graça:

Pra que viva a cozinheira,
que tão boas papas fez,
confesso por esta vez
que bem me sabe e me cheira.

O Papa, em sua cadeira,
vestido de estola e capa,
não faz coisa tão guapa.

A cozinheira faz mais:
o Papa faz cardeais,
a cozinheira faz papa.