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quinta-feira, 18 de setembro de 2025

Do que fui lendo por aí... 71

 

"A linguagem busca constantemente impor o seu domínio sobre o pensamento. Na corrente de pensamento, ela gera remoinhos, aos quais chamamos «perturbações mentais», e aqueles bloqueios que dão pelo nome de obsessões. Todavia, a interferência, a incessante «turbação das águas» são também aquelas da criatividade. Nesta ondulação da maré, o acto de pura concentração, a tentativa de purgar a consciência das suas ficções vitais, das alucinações lúcidas de desejo, intencionalidade ou medo são, como já anteriormente fizemos notar, extraordinariamente raros."

George Steiner (1929-2020), in  Dez Razões (Possíveis) para a Tristeza do Pensamento (pgs. 33/4).


Nota pessoal: para quem, como eu, não se dá lá muito bem com a filosofia, este livro de ensaios, de George Steiner, é um manancial de reflexões singulares e irradiantes, que nos levam até longínquas paragens...

quarta-feira, 21 de agosto de 2024

Citações CDXCIII

 

A forma é a própria carne do pensamento, tal como o pensamento é a alma da vida.

Gustave Flaubert (1820-1880), in Correspondance.

quinta-feira, 13 de julho de 2023

Desabafo (79)


É frequente algumas criaturas confundirem descrições narrativas ou banalidades do dia a dia com reflexões ou pensamentos, assim as classificando; assim como há também uns e umas generalistas que fazem equivaler, simploriamente, entretenimento com cultura, numa simplificação de tolos de aldeia.
Não há dúvida que são uns felizardos...

sábado, 18 de dezembro de 2021

Citações CDLXXI




Os pensamentos são os materiais de uma obra; o estilo é a sua arquitectura.
...

O estudo é o alimento dos moços, e a consolação dos velhos.


José J. R. de Bastos (1777-1854), in Collecção de Pensamentos... (pgs. 193 e 195).

sábado, 1 de setembro de 2018

Apontamento 115: Lições tardias



[* título do cartaz: “Quem não pensa e não sabe nada, acredita nesta “merda” nazi”.]


Debaixo de uma placa de rua – Strasse der Nationen = Rua das Nações – designação e slogan tão querido aos políticos da antiga RDA, vê-se, então, um cartaz, 1.9.2018, na cidade de Karl-Marx = Chemnitz, que não podia ser mais explícito quanto às razões profundas do desaire “castanho” que se vai propagando nos antigos estados “socialistas” de Saxónia, Turíngia, Brandemburgo, etc.

Diz o cartaz, e peço desculpa pelo palavrão do meio: “Quem não pensa e não sabe nada, acredita nesta “merda” nazi”.

Ora, pergunta-se o que fez o comunismo e o que faz a democracia, designadamente, a escola para obviar à profusão destas criaturas que não pensam e não sabem nada.

De facto, a ausência de pensamento e diminuta sapiência continua a ser a base para propagação do totalitarismo e a carencia de princípios sociais, culturais e éticos.

Fica, pois, o recado, porque o avanço do terreno “acastanhado”, procurando manchar o prado verde da Europa, de esperança e paz, exige a nossa atenção quotidiana.

Post de HMJ