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quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

Obviamente, La Palice


 
Se fosse só na França, o descalabro...

segunda-feira, 2 de outubro de 2023

Da leitura (53)



Como se segue:

"Não é caso único: a Octavio Paz, no fim da vida, ardeu-lhe uma biblioteca cheia de raridades bibliográficas; e o italiano Giovanni Papini perdeu os seus livros, que estavam numa cave, durante umas cheias.Todas as vidas têm um fundamento material, mas a vida de um escritor é quase só papel, um suporte duradouro mas exposto a tantos perigos e inimigos. Perder uma biblioteca é de certo modo perder tudo, o maior pesadelo para quem fez dos livros a sua vida."

Pedro Mexia (1972), in Biblioteca (pg. 236).

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Lembrete 68


É normalmente breve a vida das revistas (literárias, artísticas...) em Portugal. A menos que tenham um mecenas, por trás (Colóquio, Gulbenkian). Ou algum patrocinador que tenha alguns bens de fortuna, para delapidar (O Tempo e o Modo, António Alçada Baptista).
Não sei se é o caso desta Granta, portuguesa, que é editada pela Tinta da China. E que tem boas colaborações, bem como cuidado aspecto gráfico. Em imagem, o número 3, saído recentemente (Maio 2019), que já folheei e me agradou. Ofereceram-ma, gentilmente. E só não a recomendo, porque ainda a não li.


quinta-feira, 16 de março de 2017

Desabafo (19)


Libertei-me do meu jornal à terça e à quinta-feira. Não, não foi só pela poupança, mas guardei-me da irritação, ao dobrar o jornal Público (que já teve melhores dias...), de ver, na última página, o mastronço beirão, com cara suína e suja de barba por fazer, a debitar alarvidades e aleivosias parvas. Eu sei que ele tem 4 filhos para criar, mas não me comovo com solidariedades cristãs: quem lhos mandou fazer, que ele não pudesse evitá-los?
Depois há coisas piores: quem o acopulou com o Mexia (que se entretém, embora molemente, com poesia) e o Ricardo Araújo Pereira (que se diverte, alegremente, por viver), num canal televisivo? Não só a escolha revela mau gosto, como falta de sentido crítico e um grande desequilíbrio. É que, no fundo, acabam por ser uns três mosqueteiros desenquadrados. Dois são inteligentes, um de esquerda e o segundo de direita, o outro é apenas atrasado mensal. Embora eu saiba que ele está a fazer um grande esforço, para se cultivar: até já frequenta o meu alfarrabista de referência, onde vai comprando uns livritos. Hoje, por exemplo, andava à procura das "Cartas Políticas (1908-1909)", de João Chagas - vejam lá onde ele ainda anda, coitado... E não as encontrou.
Tive, agora, um palpite: a criatura deve estar inscrita numa das grandes Internacionais... Qual será? Porque só assim se percebe o encantamento de alguns pascácios com a sua enormidade mental.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Os pequenos indícios


Alguém, Amigo, me traz semanalmente, numa triagem salutar, o miolo essencial de um hebdomadário pesado e espesso que, hoje em dia, se dedica substancialmente às frioleiras habituais do mainstream.
(Por uma vez, farei de advogado do diabo contra mim mesmo!) E pergunto-me: porque é que se não gosta de uma pessoa? Enviezando a pergunta, eu responderia, de pronto: detesto poses.
Nesse miolo útil e brevíssimo, do semanário denso, Pedro Mexia escrevia: "...que lembram a brasileira Lispector." Há dias eu escrevi, num comentário a um poste, num Blogue amigo: ... a ucraniana e "poseuse" Clarice.
Como diz o povo: Pela boca morre o peixe.