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domingo, 10 de junho de 2018

Divagações 130


Andaram-me pelos olhos e pelas mãos três livros de poesia deste século, ultimamente. Um, em releitura, que, se não fosse o posfácio de Eugénio de Andrade, não se salvava de todo. Os outros dois deixaram-me um desconforto frio, sobretudo pela arquitectura pobre sobre que foram construidos.
Também hoje se usa, na prosa, o recurso forçado à ficção autobiográfica, bem como prosear à custa de glosar clássicos ou autores já firmemente ancorados nas histórias literárias. Na poesia, é o excesso ao quotidiano que, se poderá atrair um incauto e pouco experiente leitor pelo realismo dos cenários, não deixa de ser um artifício bem mediocre. Que não permite que o poema suba às alturas, sacrificando-o à vulgaridade mais banal.

Li, algures, que, em França, cerca de 1/3 da tiragem dos livros publicados acabam guilhotinados. Será que voltamos ao terror e ao lixo? E quem subsidia estas editoras incontinentes? Será a Banca? Que depois pede ajudas ao Estado, para não se afundar?
Mal ou bem, acabamos sempre por ser envolvidos.