Continuo a gostar de falar de Portugal. Dividido entre o anglófilo de espírito e a germanofilia ordenada e atraente da classificação, o meu coração balança. Mas não os troco por este amor desordenado e íntimo pelas coisas nacionais. Por que o hei-de trocar por paixões assolapadas longínquas, ou por anunciar, pasmado, exposições, colóquios e manifestações culturais que não me estão ao pé de visitar? Terrunho, sim, mas não saloio deslumbrado...
Nunca me considerei garganta do Império, ou acrítico quanto ao que se passa em Portugal. Mesmo assim temos quanto nos basta, não vale a pena servirmos de propagandistas cegos de terras estranhas.
Pedro Barroso é que tem razão. Ainda ontem fui a Évora e vim de lá de alma lavada.