A escolha é ampla e abrangente, embora o título quase pareça dramático. A tradução do livro (960 páginas) não me pareceu das melhores e a revisão é descuidada. As ilustrações são de qualidade notória. A selecção é inclusiva e contempla até livros policiais, com apenas um senão, para mim: o nome de Simenon não consta.
De livros portugueses, há 34 entradas que vão de Os Lusíadas, de Camões, até Lídia Jorge (O Vale da Paixão), passando por Camilo, Aquilino, Torga, Agustina, Mário de Carvalho. O autor mais representado é Lobo Antunes, com 5 obras. Seguem-se Saramago (4) e Eça, com 3 livros. Do conjunto nacional, 9 nunca os li.
Podia ser pior. No meio de tantas sumidades, haver cerca de 3,5% de autores portugueses, só prova a liberal generosidade do professor Peter Boxall (1969), da universidade de Sussex (Inglaterra)...