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terça-feira, 18 de junho de 2019

Exercício matinal


Vai o Sol modesto, envergonhado, mas amável para quem esperava, por previsão metereológica, a chuva já matinal. Não fora, por entre as nuvens, que vem do Sul, uma agreste luminosidade parda que parece cegar os olhos de quem os vira para o alto. Gaivotas, nem vê-las, só esparsas andorinhas e alguns raros pardais.
Nas pequenas diligências matinais, dei-me a contar os passos andados. 283 percorridos. O que me deixou vitorioso sobre os ingleses de meia idade que, segundo as estatísticas, pouco passam dos 200* diários. É certo que tenho a meu favor o normal bom tempo português que, apesar de tudo, já teve melhores dias... E, se não chover, logo à tarde, ainda passo pelo alfarrabista.

* Em tempo:
é o que faz falar de cor!... Tinha referido 200, mas fui confirmar ao texto: eram afinal quase 2.000, os passos diários dos séniores ingleses, pelas estatísticas.
No entanto, como o tempo ajudou e ainda fui, de tarde, ao alfarrabista, devo ter ultrapassado a média andante dos britânicos, por hoje...

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Passear as obrigações votivas


Os gatos, embora gostem de conservar as distâncias, não exigem muito dos seus donos. Bastam-se, domésticos, pelo interior das casas, e com alimentação pontual.
Mas também há famílias exigentes que não prescindem do seu passeio exterior, ao fim-de-semana. Motorizado ou pedestre, para apanhar ar.
Os cães, porém, obrigam, necessariamente, os seus donos a 3 ou 4 saídas, todos os dias, ao menos pelas suas necessidades básicas.
Quando vejo estes cães a passear os donos, lembro-me sempre de Dino Risi (1916-2008) e da sua "A Ultrapassagem", quando Gassman e Trintignant entram em Roma de carro, de manhã , e se cruzam com um passeante de cães. E Gassman grita, tonitruante: "Liberta-te, escravo, solta os cães!"*

* Como se segue, no vídeo.

Nota pessoal: as novas manipulações do Youtube obrigaram-me ao desdobramento do poste: em texto e vídeo, seguinte.

terça-feira, 11 de março de 2014

Passeio


Apesar da chuva e no silêncio cinzento dos dias interiores, a terra e a natureza foram fazendo o seu trabalho invisível. As frésias que aromaram a casa já secaram, mas as outrabandistas crescem na varanda, como a dar sinal. Lá fora, as flores singelas de cores mais pálidas já entremeam o verde dos campos - de branco, amarelo, rosa claro; as primeiras papoilas fazem a sua aparição ainda esparsa, quase solitária.
Já há brotos nas oliveiras e nos limoeiros. As hortênsias vão ganhando o verde tenro das folhas novas. O tomateiro e o pé do espinafre enrijam os ramos para defrontar a próxima Primavera. Os pássaros chilream ao Sol e as lagartixas - pequenas crias recentes - espreitam, em miniatura ante-diluviana, por entre as pedras do caminho que fazemos, na tépida manhã.