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domingo, 10 de junho de 2018

Passeios 7: Impressões da Invicta


Embora julgando ter um razoável sentido de orientação no espaço, há cidades portuguesas que me enervam e nas quais evito conduzir. Uma delas é o Porto. Saindo da Avenida da Boavista, tudo se complica.

Com efeito, depois da chegada arrumei o carro numa garagem de amigos e passei a usar o “andante” ou as próprias “patinhas”.

Da zona da Foz, reproduzida acima, apanhei a carreira 207. Uma maravilha ! Foram 40 minutos bem passados, podendo observar do pobre ao rico, num giro pela cidade sem a ansiedade do trânsito. Apreciei tudo, até as “mulheres da vida”, a secar umas “leggings” num banco do Jardim de S. Lázaro após uma carga de água, que também apanhei a caminho da Biblioteca Pública.

De tarde, e com o tempo melhor, ainda deu para descer a Rua de Diu, olhando para o edificado e o Mar ao fundo.


É sempre com enorme gosto que caminho por certas zonas da Invicta, olhando para casas e “casinhas” tão diferentes do Sul. Parece tudo mais “mossiço”, janelas e portas com madeiras maciças e que casam com pormenores de acabamento que encantam.

Resulta, no entanto, dessa junção, certamente ditada pelo tempo e o uso, um objecto sólido que não dispensa o encanto da beleza.


Post de HMJ, dedicado a I.A.M e A.A.M

domingo, 7 de maio de 2017

Apontamento 101: Novos Rumos


Os fastios próprios da velhice, além de provações que nos vêm de fora, obrigam-nos a uma “criatividade” diária para acompanhar a “juventude” do mundo.

Assim, fora os passeios por Lisboa, julguei que ainda tinha condição física sem limites. Puro engano.

Como demonstra a imagem acima, não faço melhor figura que a caricatura a andar de bicicleta. Depois de uns “acidentes programados”, como os chamei, resolvi ficar-me aqui por uns terrenos planos, fora do trânsito infernal das Estradas Nacionais [EN], nos subúrbios outrabandistas.


Lá fica o sonho adiado de pedalar junto ao rio Tejo, da Baixa até Belém. Já foi “chão que deu uvas”. Paciência.

Post de HMJ

segunda-feira, 27 de março de 2017

O rato da cidade e o rato do campo


Espero que os dias de chuva intensa, como ontem, tenham enchido as barragens para termos uns dias de sol. Bem preciso do bom tempo para recomeçar os meus passeios, dando uso intenso ao novo bilhete - "seniorfriendly" - dos transportes de Lisboa.

Noutro dia, mesmo com um pouco de cinzento, dei uma volta pelo renovado e airoso Cais do Sodré. Portanto, o ratito da cidade já lá andou a farejar os cantos e gostou do que viu, como a imagem acima documenta.


Hoje foi, então, altura para contar aos "primos" do campo as "novas" da cidade. Ao que parece pela imagem, não houve nenhum bicho interessado em ouvir o que o ratito tinha para contar. O único que se mexeu, quando sentiu algo a aproximar-se, foi o bichinho branco e preto, de umas grandes orelhas. Aqui fica, para testemunhar o meu passeio pelo campo.


Post de HMJ

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Apontamento 86: Passeios por Lisboa




Com o bilhete dos transportes públicos carregado, dá-me, por vezes, vontade de apanhar um autocarro e cirandar pela cidade. Não gosto muito do Metro, porque não se vê nada da cidade.

Ontem foi o dia em que escolhi a carreira de propósito, o 759, se não me engano. Ia do Terreiro do Paço até à estação Oriente, passando por toda a zona oriental que mal conheço.

A primeira parte do percurso tornou-se um pouco cansativa, com uma serigaita – julgando-se senhora – a animar com voz alta todo o autocarro. Confesso que dispenso este tipo de banhos de realidade, com criaturas em idade escolar sem qualquer verniz civilizado. Há muito que não experimentava essa desagradável sensação da inutilidade do esforço de educação, e fiquei incomodada.

Passando Xabregas e Chelas, o ambiente no autocarro sossegou. A partir daí deu para olhar pelo Bairro da Encarnação, a pensar numa velha amiga, e tentar descobrir qual a parte antiga dos Olivais. Eis-me chegado à estação Oriente. Uma nova cidade dentro da cidade, sem dúvida.

Não fosse a primeira passagem pelos “bairros do chinelo”, daria o tempo por bem empregue. Assim, ficou-me a velha azia de um ambiente escolar desgastante sem grandes contributos educacionais.

Hoje, pela força da publicidade de J. Avillez, lá fui espreitar o novo espaço, sobretudo para saber o que a mercearia vendia. Ficou-me a impressão de o fotógrafo ter conseguido aumentar imenso o espaço nas imagens publicadas em jornais. A mercearia não merece o nome e, sobretudo, não se aconselha pelos preços exorbitantes. Um pacote de chá custa lá mais 2.00 euros do que 100 m abaixo, numa loja de cafés.

Mas, lá estava muita gente a experimentar “a novidade”.



Ora eu tinha escolhido o velho “1º de Maio”, quase vazio, para almoçar, e ainda bem. Pela comida e pelo sossego.

Post de HMJ