Embora julgando ter um
razoável sentido de orientação no espaço, há cidades portuguesas que me enervam
e nas quais evito conduzir. Uma delas é o Porto. Saindo da Avenida da Boavista,
tudo se complica.
Com efeito, depois da chegada
arrumei o carro numa garagem de amigos e passei a usar o “andante” ou as
próprias “patinhas”.
Da zona da Foz, reproduzida
acima, apanhei a carreira 207. Uma maravilha ! Foram 40 minutos bem passados, podendo
observar do pobre ao rico, num giro pela cidade sem a ansiedade do trânsito.
Apreciei tudo, até as “mulheres da vida”, a secar umas “leggings” num banco do
Jardim de S. Lázaro após uma carga de água, que também apanhei a caminho da
Biblioteca Pública.
De tarde, e com o tempo melhor, ainda deu para
descer a Rua de Diu, olhando para o edificado e o Mar ao fundo.
É sempre com enorme gosto que
caminho por certas zonas da Invicta, olhando para casas e “casinhas” tão
diferentes do Sul. Parece tudo mais “mossiço”, janelas e portas com madeiras
maciças e que casam com pormenores de acabamento que encantam.
Resulta, no entanto, dessa
junção, certamente ditada pelo tempo e o uso, um objecto sólido que não
dispensa o encanto da beleza.
Post de HMJ, dedicado a I.A.M e A.A.M