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domingo, 22 de maio de 2022

Aves, ainda



Se a pomba (branca, normalmente) é muitas vezes usada na liturgia católica, pela sua associação simbólica com o Espírito Santo, os outros animais voadores não gozam de tão alto estatuto, quanto eu saiba.
Havia porém uma excepção curiosa, em França, com os simples pardais. Luís XIII (1601-1648), o Justo, que era também conhecido por Passarinheiro, pelo seu grande afecto às aves, mandou soltar, aquando da sua coroação em Reims, centenas de pardais na catedral, no acto solene.
Esta tradição fez caminho, pelo menos até à coroação de Carlos X, em 1825.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Da geometria


Até há poucos anos, neste Verão outrabandista, dois ou três morcegos faziam a sua aparição, ao cair da noite, como se a anunciá-la. E o seu voo era num trajecto ovalado, num bater de asas curto, frenético e repetitivo. Deixaram de aparecer, ultimamente.
Ao começo da noite, as andorinhas têm um voo mais desordenado, embora o seu ponto de partida e chegada coincida com o ninho, num beiral. Rarissimamente pousam noutro sítio. Enquanto há luz, porém, descrevem, no seu bater de asas trémulo ou nervoso, quase sempre círculos ou ovais de voo.
Só os pequenos pardais é que se projectam numa recta, que parece infinita, no seu voar, em bando ou singular.
Das pombas, falarei noutro dia...