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sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Deferências e gentilezas


De uma forma geral, a clássica nomenklatura nacional reagiu, na net e redes sociais, incomodada ou despeitada (invejosa?, mas quem, inteiramente laico de espírito, quer ser cardeal, hoje em dia?). Eu próprio, me lembrei de Dantas, a propósito de Tolentino.
É evidente que não tenho nada contra ele. E a única vez que o vi, ao vivo, foi na Estefânia, a comprar Pastéis de Chaves numa loja gourmet. Se calhar, para levar para Roma e presentear Francisco e a sua cúria vaticana, altíssima e celestial.
Não muito diferente dum tal Martins que, mestrando na Aberta, nunca se esquecia de mimar as suas professoras, antes das aulas, com bolinhos doces, comprados amorosamente na Cister (ali, próxima), e com carinhosos vocábulos a acompanhar a oferenda. Foi assim que ele chegou a Real, na nossa pequenina república das letras. Lembre-se o povo: com papas e bolos...
Chegar a cardeal no enclave do Vaticano, sempre é outra louça - e desculpem-me a bisbilhotice pequena, porque ainda estamos na silly season. Ou assim parece...

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Não só, mas também


O lado mais popular, e efémero, da visita breve do papa Francisco a Fátima, fez esquecer e obscureceu alguns aspectos secundários que foram propiciados por essa visita, e cuja importância ainda se pode avaliar e fruir.
Falou-se pouco, ou quase nada, das obras de arte que acompanharam a visita pontifícia, vindas dos Museus do Vaticano, e que enobrecem, temporária mas grandemente, duas exposições de Lisboa, que ainda podem ser vistas. Uma, de que aqui já falámos, na galeria de exposições da Igreja de S. Roque, a propósito do pentacentenário do Compromisso da Misericórdia (1516); outra, no Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), sob o título ou temática: Madonna.
Visitámos, hoje, esta última mostra. E se a surpresa de encontrar um pequeno Chagall inesperado, vindo dos Museus do Vaticano, me deslumbrou, não fiquei indiferente à cópia da Pietá de Miguel Ângelo, ou às pequenas tábuas de Rafael Sanzio. E pude assim rever, também, o único Da Vinci, nas terras portuguesas, esse, vindo do Porto, da sua Faculdade de Belas-Artes, que muito raramente é exposto, por razões óbvias. E que, se calhar, muito pouca gente conhece...


domingo, 14 de maio de 2017

As palavras do dia (27)


"... A ironia da história faz com que o Papa Francisco tenha sido recebido pela multidão com uma palavra de ordem simbólica do 25 de Abril, Francisco, amigo, o povo está contigo."

José Pacheco Pereira, in Fátima de manhã, futebol à tarde e à noite (jornal Público, 14/5/2017).

P.S.: quando J. P. P. escreveu esta crónica, ainda não se sabia quem era o vencedor do Festival da Eurovisão... Pese embora que uma balada não seja Fado, castiça e necessariamente.

domingo, 3 de maio de 2015

Fora de portas


Sendo embora de 1563, data que ostenta orgulhosamente na fachada, e matriz, a pequena igreja era modesta, na sua arquitectura exterior, e incaracterística de estatuária interior. Só os azulejos lhe proporcionavam alguma nobreza, sendo que de traço quase banal.
O minúsculo templo enquadrava-se bem, no entanto, no pequeno largo da vila, cuja parte velha se mantivera harmoniosa, na sua estrutura antiga. Em contraste, não muito longe, com a volumetria desproporcionada e moderna do povoado, que o século XX lhe foi acrescentando, barbaramente.
Viera o padre de Roma, para oficiar, assegurado que fora, com mil cuidados, o percurso de voo, por entre as greves laicas dos pilotos. Talvez por isso, duplamente vindo do céu, se fartou ele de falar do irmão Francisco, na sua prédica - excessivamente longa, quanto a mim - aos jovens nubentes.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Pot-pourri, torres de marfim, ou a temática do dia


Às vezes, a dispersão de espírito tem a sabedoria empírica de convergir, ao começo da noite, naturalmente, para conclusões simples, talvez um pouco rudes que se aproximam do irracional aparente, mas que não deixam de ser verdade e traduzem, liminarmente, a colheita do dia. Sigamo-las:
a) O Primeiro-ministro belga, Elio di Rupo, denunciou publicamente que há emigrantes portugueses, na Bélgica, a trabalhar por 2,06 euros/hora, quase como escravos. O embaixador português, em Bruxelas, questionado, respondeu que não sabia de nada.
b) Juntando-se, fervorosamente, às salvíficas soluções do nosso PR, a ministra Cristas afirmou, há pouco tempo, que um dos nossos futuros é o Mar. O branco ministro Aguiar assinou, ontem ou hoje, a sentença de morte dos estaleiros de Viana do Castelo, entregando-os à Martifer que, depois da construção de 3 estádios portugueses para o Euro 2004 e da Torre Vasco da Gama, soma milhões de euros de prejuízos...
c) Não consegui ainda fortalecer uma opinião robusta sobre o novo Papa. Mas não tenho dúvidas em considerar o pontífice Francisco, até por ter passado incólume pelos anos de chumbo de Videla, um homem esperto. Mas também me sinto capaz de dizer que Bento XVI era um homem inteligente. O diabo não é chamado aqui, para escolher. 

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

A benefício de inventário...


com agradecimentos a C. S..

domingo, 23 de junho de 2013

Divagações (muito dispersas, como convém ao Verão) 49


A dança aérea de cinco moscas importunas, no centro da sala interior, denuncia o Verão que também entrou pela janela. Bem como a luz cariciosa do mais longo dia do ano. Houve um tempo, em que esta fronteira de Junho acordava, de súbito, a minha melancolia.
Snowden continua a monte, e clandestino. Mas parece que a América do Sul o vai recolher, fraternalmente. Se bem me lembro, também houve um tempo em que os esbirros, das polícias políticas, eram chamados de moscas - e bem...
Vejo o papa Francisco, sorridente, na TV, com a sua bondade sul-americana,  a acariciar crianças deficientes, mas não me decido. Este novo Papa, como diz o povo," nem (me) aquenta, nem (me) arrefenta".
Que será feito de Bento XVI? Que ainda não chegou ao reino dos céus...
Tudo são modas efémeras, na venalidade mediática. Amanhã, há mais! - dizem eles.
O azul superior, visto da janela lisboeta, embora um pouco pálido, é seguro; o azul cobalto do rio, ainda é firme. E a noite vai demorar  ainda meia hora, pelo menos, até vencer a luz do dia. Um róseo singular instalou-se ameno, como se fosse ao começo da manhã.