Devo confessar, embora com alguma relutância e pudor, que em tempos de ingénua meninice, e por volta dos 11/12 anos, na ânsia de ser homem mais depressa, comecei a fumar, a escarrar para o chão e a dizer palavrões - passou-me depressa, felizmente, excepto o vício do fumo, que ainda hoje tenho.
Assisti, com bonomia, nos anos 80, instalada que foi e consolidada a liberdade e democracia, a alguns publicistas (bragas, cardosos, pimentas...) portugueses, em busca de fácil notoriedade, a usarem, a torto e a direito, uma linguagem que eles julgavam desbragada, para chamar a atenção dos puritanos leitores...
Esqueciam-se, porventura, das cantigas de escárnio e maldizer, do Cancioneiro Geral, de Lobo de Carvalho, de Bocage, Botto, do "merda" de Álvaro de Campos, de tantos outros, no entretanto português. Porque eles não eram, de maneira nenhuma, pioneiros. Depois, chegou a vez dos autores de alguns blogues vituperarem pessoas e coisas, de forma soez. Por exorcismo, catarse ou exibicionismo, quem sabe?
Pelo que li, hoje, na ípsilon, chegou a vez das senhoras donas romancistas (?). E de uma jovem que se platinou recentemente (o seu look, anteriormente, era bem mais modesto...). Que se desbrague à solta e lhe faça bom proveito! (Não será isso, de certeza, que a fará ombrear com Sade ou Miller, em qualidade - e nós já estamos habituados.)