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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Presépios e outras fantasias


Esta época anestesiante e natalícia instala, por razões subjectivas e objectivas, um tipo de relação com o Tempo, muito própria e especial. Normalmente vertiginosa, do ponto de vista psicológico e do desejo. Galgar os dias parece sobrepor-se ao próprio tempo dos dias, e o ser humano esquece, até, que quanto mais depressa chegar ao dia 24, mais rápida a véspera do Natal integrará o passado, numa ilusão breve que se desvanece.
Há, também, uma concentração quase obsessiva, muitas vezes, nas compras, nas comidas e guloseimas da Consoada, nos presentes, que faz esquecer as preocupações do momento e o normal viver quotidiano. Só assim se explica que, uma receita de mexidos ou formigos (num poste de 24/12/12, no Blogue) vimaranenses, tenha tido, nos últimos 5 dias, nada menos de 49 visitas; ou que um simplório cartão de Boas-Festas, colocado há 2 anos, com um Pai Natal gorducho, tenha merecido mais de 30 visitantes...
Não nos excluímos, de todo, deste ópio popular, talvez só ultrapassado pela alienação do futebol: o tosco e miniatural Presépio já foi montado, a mesa, para a Consoada, já está posta. De qualquer forma, convém não esquecer o presente, sem miragens nem ilusões - pesado e sem muita esperança. Ele irá voltar, irremediavelmente e sem falta, logo na manhã de 26 de Dezembro. Não valerá a pena correr muito...

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Duas pérolas


Isto das search words dos cibernautas, que vem dar ao Arpose, ainda é um lenitivo salutar para estes dias cinzentos. E só não dá para rebolar às gargalhadas, por mera caridade cristã e porque os tempos são de solidariedade laica e tolerância cívica.
Ora vejam que uma boa alma simples, embora um tanto ou quanto disléxica, hoje, escreveu ao Google (como ao Pai Natal escreve uma criança), ou (pese o rigor) a uma dessas espúrias e párias agências parasitas (no caso vertente, a bing Web - o nome diz tudo!), que concentram e distribuem informação dos blogues, o seguinte: "club penguin codico de cabeça de abobora apgada" (mas isto fará sentido para alguém?).
Pois, pressuroso, o cegueta do motor de busca, um tanto ou quanto analfabeto e laxista, apressou-se a satisfazer a dúvida. E empurrou o cibernauta para um poste do Arpose, de 13/6/2011, intitulado: "Uma história de sucesso: o arrumador da minha rua".
Compreendem?, eu não! Como este mundo anda desarrumado, deus dos céus!...