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quinta-feira, 4 de junho de 2020

Um CD por mês (14)


A projecção profissional, no estrangeiro, da violoncelista portuense Guilhermina Suggia (1885-1950) só será comparável talvez à que hoje goza a pianista Maria João Pires, internacionalmente. Casada durante 6 anos com Pablo Casals (1876-1973), que fora seu professor, Guilhermina viveu em Londres, episodicamente, onde, entre 1920 e 1923, o pintor Augustus John (1878-1961) a retratou. O quadro integra o acervo da Tate e capeia o CD da imagem acima reproduzida.


Afortunadamente e já neste século, consegui comprar na Valentim de Carvalho, a remasterização, de 2004, em  CD, de algumas das gravações primorosas da violoncelista, efectuadas em 1927, 1928 e 1946, com obras de Haydn, Lalo e Max Bruch. É deste último compositor que reproduzimos, na interpretação de Guilhermina Suggia, a composição musical Kol Nidrei, no poste seguinte.


A foto de Guilhermina Suggia, acima, creio que foi tirada nos jardins do Palácio de Queluz.

Guilhermina Suggia - Bruch: Kol Nidrei



Nota: pela segunda vez, no Arpose, surge esta composição de Max Bruch. Para cotejo, poderá ouvir-se a versão de Pablo Casals (1873-1973), que foi registada, no nosso Blogue, a 4 de Agosto de 2013.

sexta-feira, 22 de março de 2019

Uma fotografia, de vez em quando... (121)


Fritz Henle, nascido em 1909, na cidade de Dortmund (Alemanha), veio a falecer nas Ilhas Virgens (E. U. A.) no ano de 1993. Alguém o classificou como o último grande fotojornalista clássico freelancer e, na verdade, em 1936, ele foi contratado para a Time-Life, tendo também trabalhado para a revista Fortune.


Chamaram-lhe Mr. Rollei, pelo uso intenso que deu à sua Rolleiflex, ao longo da sua vida de fotógrafo, fixando cenas sociais, grupos e ilustrando acontecimentos, para as revistas norte-americanas. São também de destacar alguns bons retratos que fez. Entre outros, de Pablo Casals, do pintor Georges Braque e de Frida Kahlo.


terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Pablo Casals : "El Pessebre"


Esta oratória de Pablo Casals (1876-1973), "El Pessebre" (O Presépio), de que aqui fica um pequeno excerto, com letra de Joan Alavedra, foi estreada em Acapulco, em Dezembro de 1960. Mas, por óbvias razões, este cântico de paz catalão e universal, só foi tocado e cantado em Espanha, depois da morte de Franco.

sábado, 8 de setembro de 2012

Pedigree


É um pormenor talvez insólito, à primeira vista, mas que, para mim, faz todo o sentido. E, assegurando a linhagem, garante a qualidade da Arte. Falo de Música e do facto de quase todas as biografias (ou C. V.) de instrumentistas célebres incluirem o nome de quem os ensinou, ou de quem foram alunos. A excelência do ensino para a continuidade e qualidade da arte. Vianna da Motta honrava-se e referia, com orgulho, ter sido um dos últimos alunos de Franz Liszt. Bem como Claudio Arrau, indirectamente, também o foi, pela intermediação de Martin Krause, que aprendeu de Liszt. Ou Alfred Cortot que acaba por entroncar em Chopin, através de Émile Descombes. Ou Solomon que recebeu de Clara Schumann, através de Mathilde Verne. E ainda (dos poucos que eu sei):
- Alfred Brendel que aperfeiçoou com Edwin Fisher;
- Jacqueline du Pré, que aprendeu com Tortelier e Pablo Casals;
- Nigel Kennedy, que teve lições com Yehudi Menuhin.
Este é o único caso de linhagens que aceito e respeito, porque garantem a qualidade humana na transmissão da Arte. Sangue que não é azul, nem líquido, mas imaterial e muito mais profundo, na sua autenticidade.

sexta-feira, 30 de julho de 2010