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terça-feira, 7 de junho de 2016

Ad usum delphini (4)


Paulo Portas, de acordo com as últimas notícias, vai ser conselheiro (comercial?) da Mota-Engil. Ou seja, vai fazer o seu branqueamento para a vida civil. Nada de mais natural: segue, no fundo, as pisadas de Jorge Coelho, depois da tragédia de Entre-os-Rios. E na mesma empresa de construção civil. Que não tem nada a ver com o Grupo Lena. Apenas se dedicam, ambas, à mesma temática industrial. Embora a primeira esteja cotada em Bolsa.
Eis um tema interessante para a CMTV desenvolver, com a sua habitual isenção, na justiceira linha do seu projecto editorial.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Da ingenuidade, como disfarce


Da leitura do jornal Público, de hoje, colhi dois motivos de reflexão. E ambos de candura quase infantil...
Para onde quer que vá ou viaje, um Presidente norte-americano, havemos de vê-lo sempre rodeado de seguranças. Ora, todos eles (seguranças) são facilmente identificáveis: fatos sombrios foleiros, óculos escuros, quer chova ou faça sol, e cabelo rapado ou cortado à escovinha. Qualquer sniper banal e mesmo pouco dotado os reconhecerá à distância... Como nós reconhecemos, nas ruas portuguesas, aos pares, os Meninos de Deus da seita americana, na sua clonagem geminada e fruste.
A segunda reflexão veio-me dum título, reproduzido abaixo. Já suspeitámos ou ficámos a saber para que zona do mundo se irão orientar os negócios do nosso ex-vice-primeiro-ministro, desempregado. Ou, eventualmente, quem lhe irá dar trabalho e pagar-lhe o ordenado futuro...


quarta-feira, 5 de agosto de 2015

2 blogues / 2 postes, de 5/8/15


Ad usum delphini

Se nos dermos ao trabalho de ler, paralelamente, dois postes de hoje, em blogues muito distintos, veremos a diferença de tom e ética política de duas personalidades portuguesas, relativamente conhecidas.
Claro e directo, não deixando de ser irónico, o poste "Entre portas", do embaixador Seixas da Costa, no seu Duas ou três coisas.
Do outro lado, enviesada mas angélica, uma Senhora, ainda descendente de um dos travessistas do Atlântico Sul, perora "Compromissos e consensos".
Feitios...
Mas não devemos esquecer que: quem sai aos seus, não é de Genebra.
(Desculpem o tom críptico, mas este poste destina-se apenas aos iniciados em política.)

sábado, 6 de julho de 2013

Dos inconvenientes deste Verão português, com música pimba


Não bastasse este calor excessivo, para ter de assistir, ainda, ao canto desafinado de dois rapazelhos de coro, quais apostólicos Pedro e Paulo, numa rábula mesquinha, pouco antes do jantar. O regente do coro, inane como sempre, deve ter-se acobertado à sombra de Belém. Não veio ao Tivoli...
Em sintonia, na região outrabandista, há festa na aldeia. As vozes indigentes dos carreiras, dos barreiros e doutros pimbas de serviço atroam os ares e fazem-se ouvir em altíssimos decibéis. Pagos decerto pelo presidente da Junta de freguesia - felizmente em vias de extinção.
Irra!, que não há sossego, nem pachorra, nem orelhas para viver, continuamente, nesta opera buffa à portuguesa! É só música, e da pior...

sexta-feira, 10 de maio de 2013

O cavaleiro e a dama


A velhice é acompanhada, normalmente, por várias debilidades. De corpo e de espírito.
Mas nunca esperei ver Vasco Pulido Valente, lamechas. As suas crónicas, ao fim-de-semana, no jornal Público, eram quase sempre ácidas, avinagradas, cépticas quanto a esperança. Mas, hoje, ao ler a sua crónica intitulada Paulo Portas, pasmei. O vinagre tinha-se transformado em água de rosas. Eu sei que eles são amigos, mas justificar-se-iam aqueles contorcionismos de espírito todos, para defender a sua dama?
É que cheira a frete sentimental, por todos os lados... O homem bem poderia ser mais continente ou comedido. Ou abster-se - ficava-lhe melhor, por uma questão de coerência de tom.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Com a devida vénia a Miguel Manso e ao jornal Público


Quem fotografa assim, não é gago.. e, como se costuma dizer: uma imagem vale mil palavras.
Porque, na verdade, o Paulinho das feiras, tem um pé dentro e outro fora, num funambulismo talentoso.
E, melhor do que isto,  só se for, talvez,  o corpo de Lenine embalsamado, no mausoléu da Praça Vermelha.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Ingerência portuguesa no Kuwait?



Até na Wikipédia, o PR, o PM, o Paulinho das Feiras e os inefáveis acessores, que produziram este disparate (sublinhado a vermelho, na imagem), poderiam verificar que o Kuwait é uma monarquia constitucional. Provavelmente, serão republicanos de coração, confundem o desejo com a realidade. Ou, então, assinam de cruz, sem ler e sem saber o que estão a assinar. É, no mínimo, uma vergonha. E vem no Diário da República.

com agradecimentos ao "círculo AVP". 

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Os tiques gestuais dos políticos



Não tenho quaisquer dúvidas que os gestos físicos dos políticos, na maior parte dos casos, são estudados ao pormenor, premeditados e encenados para surtir um efeito mediático e, aparentemente, natural. Às vezes, servirão também para disfarçar uma contrariedade e melhor ocupar o espaço de um silêncio. Com certeza, quase toda a gente se lembrará do coçar das bochechas de Mário Soares ou do abrir dos olhos, bogalhudos, de Freitas do Amaral, e do posicionamento paralelo dos braços, em movimento oblíquo (de cima para baixo), de José Sócrates, ao discursar, em público - quando faz uma comunicação ao País, de S. Bento, é mais comedido.

Hoje à noite assisti, via tv, à comunicação do PR e ao 1º debate político, com vista às próximas eleições, entre Paulo Portas (CDS) e Jerónimo de Sousa (PCP), que foram ambos cordatos, inteligentes nos argumentos, e autênticos, creio. Da comunicação de Cavaco Silva, não tenho nada a dizer: foi igual a si mesmo. Disse o óbvio e previsível. E da sua gesticulação, que quase não existe, acho-a parecida com a dos manequins da Rua dos Douradores (ou será da Rua dos Fanqueiros, na Baixa lisboeta?), num dia de vento - apenas pequenas oscilações do corpo hirto.

Desta noite televisiva e política, apenas um facto novo. Na gesticulação de Paulo Portas apareceu, pela primeira vez (que eu desse por isso), a junção do dedo indicador com o dedo polegar (expressa no desenho que encima este poste), cuja patente pertence, do meu ponto de vista, a Santana Lopes que, ainda agora, mediaticamente, a usa com foros de originalidade. Pergunto-me: o que significará esta imitação descarada de Paulo Portas? O futuro o dirá. Sublinho também que o político do CDS abandonou, pelo menos hoje e no debate, o seu bordão repetitivo e já gasto, para chamar a atenção, do "Oiça!". Resta-me acrescentar que esta posição dos dedos, juntando o polegar ao indicador, tem um significado simbólico nas crenças ou mitologia indianas (andará por aqui mão de Narana Coissoró?). E por aqui me fico, hoje.