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sábado, 23 de fevereiro de 2019

Pinacoteca Pessoal 147


Se Cornish Landscape with Figures and Tin Mine (1975), que foi um dos últimos quadros pintados por Edward Burra (1905-1976), atesta, no dizer de alguns especialistas, uma empatia do pintor inglês pelo Surrealismo, não se pode dizer que a sua obra tenha sido capturada inteiramente por essa escola.



Tendo feito uma aprendizagem escolar relativamente clássica, na Inglaterra, viagens a Itália e estadias em França, e contactos diversos, proporcionaram-lhe uma abertura a novos horizontes da modernidade. A sua amizade com Paul Nash foi também importante e forneceu-lhe a aprendizagem necessária para se dedicar à gravura. Que, pela sua veia satírica, implícita, às vezes, faz lembrar alguns trabalhos de Georg Grosz.
A primeira das telas seguintes, Snack-bar, é de 1930 e encontra-se na Tate; a segunda denomina-se Marriage à la mode e permite que nos lembremos de Chagall...



No período da II Grande Guerra dedicou-se, esporadicamente, ao desenho de cenários e indumentária para ballet, em que teve algum assinalável sucesso. A última imagem, do quadro Cerejeiras no Inverno, parece acusar a influência do seu amigo Paul Nash.
A obra de Edward Burra está amplamente representada na Tate, bem como uma boa parte da sua correspondência se encontra nos arquivos do museu londrino.


quarta-feira, 21 de maio de 2014

Pinacoteca Pessoal 77


Pintor, designer, gravador, notável aguarelista e ilustrador de livros, Eric Ravilious (1903-1942) foi grande amigo de Paul Nash (já aqui referenciado) que, provavelmente, terá influenciado a sua obra.
A II Grande Guerra, em que tomou parte, como piloto da RAF, deu-lhe motivo para uma boa parte dos seus trabalhos, onde as cores claras atenuam, de alguma forma, os horrores da violência e tragédia.
Tal como Saint-Exupery, o seu avião, que nunca foi encontrado, desapareceu, em 1942, nos mares da Islândia. Apesar da vida breve, produziu uma vasta obra, muito peculiar e interessante.

terça-feira, 26 de março de 2013

Divagações 42 : as toupeiras de Bruxelas


Este eterno Inverno, que parece querer amordaçar a Primavera europeia, para sempre, à estranha melancolia de um destino aziago futuro, mal permite supor a existência da alegria, condenando as ruas e casas interiores à obscuridade do negro e do cinzento. E aos pensamentos mais sombrios.
E, quando os engravatados senhoritos da UE, ditatoriais e justiceiros, começam a dispor, abusivamente, do dinheiro dos outros, num roubo descarado e num seguidismo criminoso dos piores manuais dum nacional-socialismo de direita, interrogámo-nos, perplexos: para onde vai a Europa?
Não há vergonha, não há ética, a inteligência desapareceu varrida por um frio calculismo estúpido que faz prever o pior. Só há Inverno e bichos subterrâneos e medonhos que se obstinam em minar a solidariedade humana, o pensamento racional e a felicidade.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Pinacoteca Pessoal 30 : Paul Nash




É um pintor inglês de que conheci algumas obras, em anos recentes, mas de que gostei. Paul Nash (1889-1946) que combateu em Ypres, na I Grande Guerra, é um artista interventivo, pacifista, mas que pintou a paz e a ruína que a guerra produz. Paisagista, também. Surrealista, q. b., terá sido influenciado quer pela poesia, quer pela obra gravada de William Blake. Mas alguns quadros dele lembram, também, um Magritte, outras vezes, Chirico, embora com um traço pessoal mais cuidado. É uma obra que vale a pena "visitar", com vagar e atenção. Passa, hoje, mais um aniversário sobre o seu nascimento e era a altura certa para o lembrar.