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domingo, 24 de fevereiro de 2019

Adenda (ao poste-vídeo de Sequeira Costa)


No vídeo do poste anterior, Sequeira Costa refere não ser capaz, num museu, de ver mais do que 1 ou 2 quadros, para melhor os entender e fazer seus. Para lhes sentir o espaço e os "corredores" cromáticos.
Para o efeito, dá como exemplo a sua experiência para com o quadro Boulevard des Capucines, que Claude Monet (1840-1926) pintou do apartamento do fotógrafo Nadar, em 1873/4, e que se encontra no Museu Nelson-Atkins, em Kansas City, cidade em que o Pianista português residia, habitualmente.
É essa tela que reproduzimos acima. Informando que existe uma outra tela de Monet, com o mesmo motivo, no Museu Pushkin (Moscovo).

quarta-feira, 27 de abril de 2016

A par e passo 165


O grande pintor Degas falou-me muitas vezes de uma observação de Mallarmé, que é muito apropriada e simples. Degas, às vezes, escrevia versos, e deixou alguns deliciosos. Mas tinha grandes dificuldades nesse trabalho acessório da sua pintura. (Aliás, ele era pessoa para pôr em qualquer arte, que praticasse, inúmeras dificuldades.) Disse ele um dia a Mallarmé: "O seu ofício é infernal. Eu nunca consigo fazer aquilo que quero, embora tenha imensas ideias..." E Mallarmé respondeu-lhe: "Não é com ideias, meu caro Degas, que se fazem versos. É com palavras."

Paul Valéry, in Variété V (pg. 141).