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quarta-feira, 23 de julho de 2025

Ideias fixas 98

 

Tenho sempre alguma dificuldade em escolher um vinho para acompanhar pratos em que entra pato. Se assado não duvido, será tinto, mas outras variações criam-me dúvidas, optando, quase sempre, por um vinho branco. Da última vez acamaradei o Arroz de Pato com um Encostas do Tua 2024, da Adega Cooperativa de Pinhel, lotado com Síria e Fonte da Cal (13º), e que está a um preço risível à venda numa das grandes superfícies. E é bom.
Cumulativamente, ninguém me tira da ideia que as castas de vinho têm um lugar ideal geográfico preferencial insubstituível, onde produzem de forma exemplar ou melhor. Não falo sequer da Baga, na Bairrada, do Alvarinho e do seu Monção e redondezas naturais, embora haja alguns produtores e enólogos novos ricos de cabeça que o plantem no Alentejo (com resultados mediocres, aliás, quanto a mim).
O Arinto alcança o seu pleno em Bucelas, insisto. Tenho só algumas dúvidas quanto ao Roupeiro que assim se chama no Alentejo e, nas Beiras, é Síria, mais mineral nestas bandas do que a Sul, onde madura de forma mais suave, normalmente. E em qualquer dos terroirs, embora diferenciado, dá vinhos de muito boa qualidade.


quarta-feira, 4 de dezembro de 2024

Mercearias Finas 205

 

Não serão das mais utilizadas, na gastronomia portuguesa, as carnes de coelho e de pato, mas eu aprecio-as bastante. Um bom Coelho à Caçador, depois de passado, no tempero, por uma competente vinha de alho, pode bem ser um petisco saboroso e, quebrando a regra tradicional, eu só lhe substituo a batata cozida por frita.
Mas desta vez foi um peito de pato estufado, com umas airelas (arandos) em calda, e batatas fritas bem estaladiças, que vieram à mesa. Ultimamente, venho dando importância, no Douro, à casta Touriga Franca que era, de há muito, imprescindível no Vinho do Porto.
A casta fazia parte deste Flor das Tecedeiras 2008, que bebemos, do lote em companhia da Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinta Barroca e Tinto Cão, nos seus 14º, de taninos já domados pela idade. E que estava muito bom portando-se à altura e qualidade do almoço, de há dias atrás.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Adagiário CXCIV


E como está quase na hora do almoço:

"Tenhamos a pata e então falaremos da salsa."

Nota: desenganem-se, porém - não vai ser este o meu almoço.