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terça-feira, 12 de dezembro de 2023

Retro (117)



Produzidos em Gande (Gand/Gent - Bélgica), estes dois postais faziam parte de uma colecção que recuperava, com maior qualidade iconográica, outros bastante mais antigos, mas muito originais nos seus motivos. 

quinta-feira, 16 de março de 2023

Retro (114)



Estes acrisolados sentimentos provenientes da segunda década do século XX, aqui ficam por testemunho. 

domingo, 25 de novembro de 2018

Militária


A panóplia temática da I Grande Guerra é vasta. As ilustrações podem chegar ao humor, à propaganda, mas também há toda uma iconografia inventariando os desastres e destruições provocados pela guerra, na senda do que Goya fizera, em arte, cerca de 100 anos antes.
Escolhi estes dois postais que, não deixando de ser bélicos, ilustram o vestuário militar de dois países: a Inglaterra e a Alemanha.


terça-feira, 27 de março de 2018

A propósito de vinhos, em geral, e o de Colares, em particular


Creio que a mais antiga referência escrita a vinho português é ao Charneco que, provavelmente, identificava o vinho de Bucelas. Shakespeare, no seu Ricardo III, perpetua a lenda (?) de o duque de Clarence (1449-1478) se ter afogado, ou ter sido afogado, num tonel de Malvasia. O que significa que, já nessa altura, o vinho da Madeira (?) era conhecido na Inglaterra.



Se, enologica e literariamente, Eça é cosmopolita e variado, referindo, nos seus romances, vinhos espanhóis e franceses, o Dão e  o Colares (abundante em Os Maias), o Bucelas e outros vinhos nacionais, Camilo é mais terrunho e limitado. O vinho Verde, nomeadamente de Basto, é muito citado, mas pouco mais aparece, para além de um vago vinho de Setúbal (?) e outro do Cartaxo, nos seus livros.



O Estado Novo optou, marcadamente e com bom gosto, é certo, pelo vinho do Dão, seguindo os seus chefes. Que Salazar produzia nas suas courelas de Santa Comba o vinho que ele consumia em S. Bento, e o venerando Thomaz tinha um fraquinho especial pelo Dão Terras Altas que, na época, era seguramente um bom vinho, lotado com Touriga Nacional, Tinta Roriz e Jaen.



Mas voltemos ao vinho de Colares, predominante da casta Ramisco, em chão de areia, que conseguiu resistir à filoxera, e que era uma referência literária até meados do século XX. Eu não sou grande apreciador da sua rudeza, apenas mastigável nos primeiros anos. Depois, escapa.
Mas que belos cartazes publicitários, e postais se fizeram dele! Aqui deixo, em imagem, alguns que têm como motivo trajes regionais portugueses.
(Pena não saber quem os fez...)


quinta-feira, 11 de maio de 2017

Retro (93)


Três remetentes (Hilda, Júlia e Ruth) para uma única destinatária portuguesa (Sophia), creio que todas jovens. Três paisagens inglesas e a reprodução de um quadro pífio, são as imagens. O mais antigo postal foi escrito a 8 de Junho de 1901, tendo carimbo de recepção lisboeta datado de 12/6/01. O último, único postal circulado apenas em Portugal, tem a data de 28/6/1914. Todos portanto centenários. O pouco e vago espaço para escrita foi profusamente ocupado e ultrapassado por duas das correspondentes, talvez mais excessivas e voluntaristas.
Sophia terá tido, na vida, uma evolução qualitativa: passou da rua de S. Roque, em Lisboa, para a rua dos Navegantes, em Cascais, que, já na altura, seria mais fino, com certeza...
Pelo teor da correspondência, de aérea leveza de espírito, nota-se a vivacidade e a juventude das núbeis correspondentes.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Retro (92)


A publicidade ao tabaco é, hoje em dia, uma actividade quase clandestina ou, pelo menos, politicamente incorrecta. Mas o tema, em si, produziu belos cartazes, como estes, franceses, que aqui se reproduzem. Aquele que encima o poste é, do meu ponto de vista, esteticamente muito agradável, datando dos primeiros anos do século XX. O segundo, menos conseguido, feito por Germaine Bouret, em 1936, destinava-se a publicitar os cigarros Naja.


agradecimentos a H. N..

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Retro (91)


Pode dizer-se que ambos os anúncios, hoje, seriam politicamente incorrectos, mas o cartaz português a propagandear o consumo de vinho, comparado com o francês (a incentivar o consumo de cerveja, junto das mães), é de uma inocência cândida, quase neutro de imagem, na sua abstracção. Mais indirecto e pensado, no entanto, e de fino grafismo, ao contrário do gaulês...


quarta-feira, 15 de junho de 2016

Retro (85)


Foram as minhas últimas quatro aquisições de postais do início do século passado, escolhido o da imagem que encima o poste, para ilustração condigna. É possível - palpite de HMJ - que represente a tentadora e fatal Lorelei, no seu Reno, que ali estava e cantava para perdição dos marinheiros.
Mas o postal tem ainda a singularidade de, no verso, trazer um soneto da época, de um vate prendado, que dava pelo nome de Fernandes Costa. Dei-me ao trabalho de o transcrever, para poder ser lido em melhores condições. Julgo que, quer o postal quer o soneto, sejam das primeiras duas décadas do séc. XX. Serão, muito provavelmente, centenários.


Para chave de ouro, resolvi incluir também a célebre canção popular alemã que, se calhar, não era conhecida do prendado sonetista português. Numa límpida interpretação de Peter Schreier (1935).

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Retro (81)



Os desenvolvimentos, em Portugal, do 25 de Abril de 1974, concitaram alguma atenção por parte dos meios de comunicação franceses, bem como de alguns cartoonistas gauleses. Talvez só comparável com o interesse dispensado aos 2 últimos Bragança (D. Carlos e D. Manuel II), da nossa quarta dinastia. Mas, aí, encontro uma explicação mais simples: D. Carlos tinha casado com a filha (Maria Amélia) dos condes de Paris, que acabou por ser a última rainha de Portugal. E mãe do nosso último rei. A contiguidade era, por isso, flagrante, tendo despertado alguma curiosidade e interesse nos meios franceses.
Desta temática iconográfica, por aqui deixo quatro exemplos mais sugestivos. Dois sobre D. Carlos e outros tantos que têm como motivo D. Manuel II. Todos eles são postais provectos e centenários...



quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Retro (80)


Era assim o comércio de secos e molhados há pouco mais de um século, por Lisboa. Nalguns casos, mal dava para as solas dos sapatos...


quarta-feira, 11 de novembro de 2015

6 anos


Calhou, por mero acaso e sem qualquer premeditação, que o Arpose se tivesse iniciado sob a invocação ou patrocínio de S. Martinho, e no seu dia festivo (11 de Novembro), portanto. Santo que é, também, patrono dos pobres e das crianças e, folcloricamente, associado às castanhas e ao vinho: Pelo S. Martinho, lume, castanhas e vinho.
Seja como for, o nosso Blogue completa, hoje, 6 anos de existência. E, este casal de Infantes, que deixo em imagem a encimar o poste, aqui fica para saudar e agradecer aos Amigos, Comentadores e Seguidores que nos têm acompanhado, ao longo deste tempo.
Bem hajam!

terça-feira, 28 de julho de 2015

Retro (76)


Um pouco facinorosos, de aspecto, estes bebedores de água termal, no balcão...

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Retro (75)


Sem mãos... e sem pés.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Iconografia moderna e laica (22)


"Frutificai, crescei e multiplicai-vos..."
Génesis 1, 22.

Poder-se-ia dizer, sem rigor excessivo, que, se a consciência lusa é sobretudo poética e aérea (os bebés vinham de Paris e no bico de cegonhas - dizia-se...), na gaulesa predomina o sentido terrestre e agrícola, na progenitura. As meninas francesas nasciam das rosas, os meninos despontavam das couves - como se pode ver nestes postais de 1905. Talvez, por isso, a agricultura francesa é, ainda hoje, largamente subsidiada pela UE.
Nesse longínquo mês de Março de 1905, Isalina Vargas bombardeou (é o termo mais adequado) Antónia Madahil, que se encontrava hospedada no Hotel Borges (Lisboa), com estes postais sugestivos, que parecem um apelo insistente à procriação. Não sei é se terão tido resultados. Mas louve-se o esforço desenvolvido!
Assim se preocupassem os nossos governantes com o aumento da natalidade, como a Isalina, junto da Antónia...

Abraço grato e reconhecido a H. N. .

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

O Natal dos outros, e de outros tempos...

Da Rússia
Da França
Da Alemanha
E da Inglaterra.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

As várias américas


A recente vaga de manifestações de protesto, nos Estados Unidos, pela morte de um preto desarmado, transmitem a fúria da comunidade negra, acumulada por uma série de homicídios recentes perpetrados pela polícia ianque.
Esse facto fez-me lembrar as imagens de um blogue americano, que vi há pouco tempo, e que se dedica à venda de postais e fotografias de índole diversa. Surpreendeu-me, no meio de uma parafernália muito variada, encontrar tantas fotos e postais, com linchamentos de negros, datando dos finais do século XIX e inícios do XX. A preços que oscilavam entre 300 e 400 dólares. A quem poderá interessar mercadoria tão abjecta?
(Para não incomodar almas sensíveis, que venham visitar o Arpose, decidi dar apenas 2 imagens, das que apareciam à venda.) Porque também não convém esquecer que a sociedade americana foi fundada na violência, no extermínio sistemático dos nativos e, muitas vezes, à lei da bala. E isto, creio, que não desaparece dos genes, assim tão depressa.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Retro (57)


E antes que se acabe o ano do centenário do começo da I Grande Guerra, aqui ficam dois gentis Poilus, mai-las suas airosas namoradas

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Retro (52)


Para celebrar a próximidade do pico mais alto da época balnear - o mês de Agosto - aqui fica esta imagem refrescante. Atente-se, no entanto, na elegância do cavalheiro da esquerda, que só terá perdido a compostura das ancas para baixo, mantendo-se inteiramente formal, para cima...

com agradecimentos a A. de A. M. .